
Camaradas,
A vida agora é marcada pela secura de São Paulo e das manhãs pós-uisque. É uma escolha. E como todas as escolhas, marcada por incerteza e muito risco. Mas São Paulo guarda uma grande quantidade de carinhos especiais para aqueles que a amam. Hoje estou aproveitando a vida suburbana, quase bucólica, que alguns bairros permitem. Sol, árvores, pássaros. Sim, está quente. E com irrigação artificial, as plantas já anunciaram a primavera nesses dias de aquecimento global. Flores por todos os lados. Amoras! Sim, as amoras são a marca da primavera e já estão por aqui. Hoje degustei a primeira amora do ano, escura e doce. Como o amor.
Tendo dito, até.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
A Primavera é a estação das flores
sábado, 16 de agosto de 2008
Espírito Olímpico
Camaradas,
Preciso admitir que o espírito olímpico também é um excelente paliativo para a chatice do mundo. Estou tão entusiasmado com as olimpíadas que tenho treinado fortemente. Minha categoria é a maratoma, uma prova que exige muito condicionamento e resistência.
Sábado, 2: Bracarense (a tocha olímpica é sempre acesa em Olímpia). Domingo, 3: Nova Capela e Mestiço. Segunda, 4: Sujinho e Real Chopp. Terça, 5: Tasca do Edgar. Quarta, 6: Garota da Urca. Quinta, 7: treino doméstico. Sexta, 8: Treino em Niterói. Sábado, 9: Devassa. Domingo, 10: Semente. Segunda, 11 (a grande estrela): Petisco da Vila, Renascença e Belmonte. Terça, 12: Academia da Cachaça, Bracarense e Jobi. Quarta, 13: Bracarense. Quinta, 14: treino em Copacabana e Democráticos. Sexta, 15: treino em Laranjeiras. Sábado, 16 (hoje!): ...
Tendo dito, até.
Tags: Bar, bracarense, chatice, maratoma, olimpíadas
Mundo mais chato

Camaradas,
O mundo definitivamente é um lugar chato. Chato de chatices (por favor não confundam com a velha discussão entre o planeta ser plano ou esférico). O mundo é um lugar cheio de chatices, desde as pequenas coisas do cotidiano até as grandes desgraças humanas. Felizmente, existe uma grande quantidade de paliativos muito interessantes que, por muitas vezes, nos fazem esquecer, ignorar ou relevar as chatices. Bar e sexo, meus favoritos, são os paliativos que primeiro me vêm à cabeça. Mas existem tantos outros.
A música é um bom exemplo também. E hoje o mundo ficou mais chato. Perdemos Dorival. Uma perda irreparável. Sua vida e obra são fontes inesgotáveis de inspiração. Como outros grandes homens, Dorival viverá sempre entre nós como uma grande mão protetora. Salve.
Imortal para todos nós, seu corpo era preso ao tempo humano. É natural. O que entristece é que o tempo humano também muda conceitos universais. Estou realmente chateado porque descobri hoje, logo hoje, que não se vende mais a minha torta favorita, temperada com sementes de papoula.
O mundo está ficando cada vez mais careta, e de longa data aviso sobre isso. A divisão anti-doping e anti-narcórticos impede que a preciosa especiaria seja comercializada. Agora, todas as delícias que levavam papoulas utilizam gergelim preto. Um substituto bastante inferior. Esses caretas estão acabando com nossos prazeres paliativos. O mundo está ficando cada vez mais chato. Que a memória de Dorival nos ilumine!
Tendo dito, até.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Eleições dos EUA - parte II
Camaradas,
a cobertura das eleições americanas está um pouco devagar nesse site. mas apresento a todos a revolucionária candidatura desse candidato revolucionário:
clique aqui
Eu deveria beber menos
Camaradas,
Até os sábios aprendem. Sim. Não sabemos tudo, o tempo é nosso melhor professor. Mesmo na minha idade avançada, ainda aprendo algumas coisas.
Os fatos da vida nos fazem refletir sobre nossa sabedoria e sobre quão sábias são nossas decisões sobre a própria vida. É um mecanismo de retroalimentação virtuoso. Ou pelo menos deveria ser. In vino veritas, é o que costumo pensar. Beber abre as portas da percepção e eleva o espírito. É no bar que as grandes idéias surgem. Os mais puros sentimentos afloram. A condição ontológica humana fica evidente. É o lócus da atividade social e política. O bar é a instituição mais importante já desenvolvida pela civilização. O bar é civilizatório.
É só lembrar de algumas frases célebres que foram professadas recentemente em minha presença, e só poderiam tê-lo sido no bar. A mais brilhante delas versava sobre tudo: “o mais legal da vida é a irreversibilidade das coisas”.
Fez-me pensar. Pensar que irreversivelmente, meu corpo já não agüenta tantas doses alcoólicas, acompanhadas do devido torresminho, linguiçinha, pastéis, delicinhas e outros quitutes portadores da felicidade. O rio já não é o mesmo depois de passado um instante. As pessoas mudam como os rios, mantendo vários de seus aspectos, mas em constante transformação.
Algumas lições de sabedoria eu só aprendi agora. O mais legal é que me foram ensinadas por outras pessoas sábias que cruzaram e marcaram a minha própria sabedoria. A primeira é que já não tenho mais aquele fígado de avestruz, que ostentava capacidade e desempenho.
A segunda é que existem azeitonas pretas. Existem naturalmente, não só aquelas que na verdade são verdes quando colhidas, mas porque mantidas em vinagre ficam pretas e deliciosas. Existem algumas azeitonas pretas que ficam pretas na própria oliveira. E são também deliciosas. Agora eu queria saber se alguém faz azeite a partir dessas azeitonas. Seria um azeite preto?
E com isso concluo apresentado a terceira lição: existem leitores assíduos desse blog que muito contribuem para a sabedoria por ele irradiada. Agradeço aos comentários feitos sobre os experimentos com a pasta de dentes e espero que alguém aí tenha a resposta sobre a existência de azeite preto.
Tendo dito,
Até!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O Progresso Científico deu TILT
Camaradas,
Desculpem os mais apressados, mas como todo relatório científico, todas as etapas, instrumentos e observações devem ser registradas para que o experimento possa ser repetido pela comunidade e a tese corroborada.
Em primeiro lugar, os instrumentos. Na foto abaixo há o registro de todos os instrumentos em meu laboratório que poderiam ser úteis nesse experimento.
(foto 1: instrumentos de precisão disponíveis e o objeto de estudo)
Preocupado com a possibilidade de reprodução do meu experimento por alguns de meus pares cientistas menos equipados, me restringi ao uso apenas das ferramentas estritamente necessárias. A faca, a tábua e o saca-rolha. Afinal, a ciência merece comemoração.
(foto 2: instrumentos utilizados)
O leitor atencioso verá na foto a seguir que o tubo de pasta de dente – já praticamente terminado – ainda dava evidência que as diferentes substâncias coloridas de seu interior estavam devidamente separadas, possibilitando a formação de listras quando a pasta é extraída da embalagem.
(foto 3: a boca do tubo)
O método escolhido para o experimento é vastamente aceito pela comunidade, baseado no seminal trabalho de Alfred E. Neuman (1958), consistindo em cortes transversais paralelos, de forma a conhecer a anatomia interna em todas as seções do objeto.
(foto 4: aplicação do método Neuman)
Verá o nosso leitor que, por mais espremido que seja o tubo, sempre resta uma boa quantidade de pasta que não é aproveitada pelo consumidor. Isso é o que os cortes transversais nos mostram: eu imaginava que o tubo já estivesse vazio (não ia desperdiçar um novo!). Por outro lado, não há nenhum sinal de compartimento especial para as listras. Pelo contrário, é evidente que as diferentes cores estão misturadas no tubo.
(fotos 5 e 6: há muita pasta dentro do tubo)
Por fim, o corte longitudinal no bocal do tubo foi a prova final que não existe compartimento especial para a substância que faz as listras. Para espanto da ciência e do conhecimento formal, as evidências todas comprovam que as listras da pasta de dente são ainda um mistério. Apenas uma vontade superior e sobrenatural pode ser responsável pela correta saída de pasta de dente com listras, já que todas as cores estão misturadas dentro do tubo.
(foto 7: o corte no bocal)
O progresso científico deu TILT. O mistério da tecnologia contínua sem solução e eu volto ao estado das trevas. Felizmente, nem toda a ciência foi em vão: sabemos agora que mesmo quando achamos que a pasta acabou, tem mais lá dentro do tubo. Convoco todos os escovadores de dentes que abram seus tubos de pasta e aproveitem até o fim! Talvez isso reduza a pressão inflacionária e evite o aumento da SELIC.
Agradeço a CAPES e CNPq pelo apoio financeiro à essa pesquisa.
Tendo dito, até







