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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Reflexões Teológicas – Parte IV

Camaradas,

Estou inconsolável. Certa vez descrevi o Bracarense como “representação comercial do paraíso”, uma obra divina para que os pecadores terrenos pudessem sentir um pouquinho das benesses da retidão moral e, quiçá, se arrependessem e buscassem redenção. Sim, o Bracarense poderia ser entendido como uma estratégia agressiva de fidelização de clientes.


Registo de um passado perdido. O crédito da foto é de nossa sábia leitora.


O grande ativo dessa empreitada, certamente, era D. Alaíde, das mãos hábeis, que produzia quitutes deliciosos e encantadores. Verdadeiras amostras mundanas dos néctares divinos. O bobozinho e a delicinha de camarão, as especialidades, eram capazes de fazer um homem abdicar de suas certezas, uma experiência transcendental.

Acontece que Deus esqueceu de questões trabalhistas e acho que tudo ia ser feliz. Dona Adelaide saiu do Bracarense, e dizem alguns, abrirá um outro bar. Até lá estamos órfãos. O Bracarense ainda guarda seus encantos, especialmente o sanduíche de pernil. Mas os quitutes perderam sabor, vigor e principalmente amor. O bolinho de catupiri com camarão está mucho. Bobozinho e delicinha não existem mais.

É uma tragédia. Estou pagando até pelos pecados que ainda não fiz...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Licence to Kill (1989)



James Bond é um assassino. Frio, cruel e violento. Roger Moore tinha nos feito esquecer disso, mas Timothy Dalton faz questão de lembrar a todo momento. É um homem bruto, depressivo, vingativo.


Miss Moneypenny. Lindos óculos dos anos 1980

Minha principal impressão foi a brutalidade e violência: pessoas sendo comidas por tubarões, queimando vivas, trituradas em máquinas... coisa bem agradável.


A namoradinha, da CIA, mexendo o vodka-martini

Em 1989 a guerra fria estava totalmente gelada. A queda do muro foi o sinal mais marcante. Bond, então, dedica-se a uma função pessoal. Seu senso de dever é mais forte que sua dedicação ao serviço secreto e, por vingança, vai atrás de um chefão do tráfego de drogas, perdendo a permissão para matar e se desligando do MI6.


Bond, a serviço do vilão, antes de explordir tudo. Repare no jovem Benício Del Toro, como capanga

O cara é tão malandro que acaba trabalhando para o próprio traficante e, de dentro da organização, trama para explodir tudo. E ainda dorme com a namorada do sujeito!


A namorada do vilão... acaba na cama de Bond

Mas, como prenúncio da era politicamente correta, Jimmy escolhe ficar com uma só, a assistente da CIA, Pam Bouvier.


Pablo Escobar, na versão cinematográfica


São os tempos...


difícil escolher...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A nação que chora

O carnaval passou e, junto com ele, nossa embriaguez alcólica e amorosa. O que antes era serpentina e foliões, agora é trabalho e desilusão. Por sinal, tenho acompanhado de perto o humor da população nacional. É triste constatar que nossa nação chora, isso mesmo, são lágrimas e mais lágrimas derrubadas em solo nacional. O mundo não vai bem.

A postura de um grande sábio, frente à depressão geral do país é de reflexão. E nas minhas noites de insônia reflexiva penso qual seria a causa de tamanha depressão. Política? Economia? Eis que a resposta me surge como uma melancia brotando da terra. A causa de tantas convulsões são as mulheres. Ah, as mulheres...

Podemos confiar em nossas mulheres? Proponho um debate inteso e profundo a esse respeito. Desde já me coloco como um defensor do amor devoto às mulheres. Um salve à entrega total, mesmo sob o risco da insensatez de alguma fulana.

Como alusão ao tema, cito as palavras de um dos grandes sábios do samba Ataulfo Alves. Observem como ele nos dá a imagem de que há mulheres para amarmos sem culpa.

Ai Que Saudades da Amélia

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu deus, que saudade da amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade