Camaradas,
Estou inconsolável. Certa vez descrevi o Bracarense como “representação comercial do paraíso”, uma obra divina para que os pecadores terrenos pudessem sentir um pouquinho das benesses da retidão moral e, quiçá, se arrependessem e buscassem redenção. Sim, o Bracarense poderia ser entendido como uma estratégia agressiva de fidelização de clientes.
Registo de um passado perdido. O crédito da foto é de nossa sábia leitora.
O grande ativo dessa empreitada, certamente, era D. Alaíde, das mãos hábeis, que produzia quitutes deliciosos e encantadores. Verdadeiras amostras mundanas dos néctares divinos. O bobozinho e a delicinha de camarão, as especialidades, eram capazes de fazer um homem abdicar de suas certezas, uma experiência transcendental.
Acontece que Deus esqueceu de questões trabalhistas e acho que tudo ia ser feliz. Dona Adelaide saiu do Bracarense, e dizem alguns, abrirá um outro bar. Até lá estamos órfãos. O Bracarense ainda guarda seus encantos, especialmente o sanduíche de pernil. Mas os quitutes perderam sabor, vigor e principalmente amor. O bolinho de catupiri com camarão está mucho. Bobozinho e delicinha não existem mais.
É uma tragédia. Estou pagando até pelos pecados que ainda não fiz...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Reflexões Teológicas – Parte IV
Tags: adeus, alcool, bracarense, Depressão, Deus, grandes lições, Ressaca, Roger Moore
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Licence to Kill (1989)

James Bond é um assassino. Frio, cruel e violento. Roger Moore tinha nos feito esquecer disso, mas Timothy Dalton faz questão de lembrar a todo momento. É um homem bruto, depressivo, vingativo. 
Miss Moneypenny. Lindos óculos dos anos 1980
Minha principal impressão foi a brutalidade e violência: pessoas sendo comidas por tubarões, queimando vivas, trituradas em máquinas... coisa bem agradável.
A namoradinha, da CIA, mexendo o vodka-martini
Em 1989 a guerra fria estava totalmente gelada. A queda do muro foi o sinal mais marcante. Bond, então, dedica-se a uma função pessoal. Seu senso de dever é mais forte que sua dedicação ao serviço secreto e, por vingança, vai atrás de um chefão do tráfego de drogas, perdendo a permissão para matar e se desligando do MI6. 
Bond, a serviço do vilão, antes de explordir tudo. Repare no jovem Benício Del Toro, como capanga
O cara é tão malandro que acaba trabalhando para o próprio traficante e, de dentro da organização, trama para explodir tudo. E ainda dorme com a namorada do sujeito!
A namorada do vilão... acaba na cama de Bond
Mas, como prenúncio da era politicamente correta, Jimmy escolhe ficar com uma só, a assistente da CIA, Pam Bouvier.
Pablo Escobar, na versão cinematográfica
São os tempos... 
difícil escolher...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
A nação que chora
O carnaval passou e, junto com ele, nossa embriaguez alcólica e amorosa. O que antes era serpentina e foliões, agora é trabalho e desilusão. Por sinal, tenho acompanhado de perto o humor da população nacional. É triste constatar que nossa nação chora, isso mesmo, são lágrimas e mais lágrimas derrubadas em solo nacional. O mundo não vai bem.
A postura de um grande sábio, frente à depressão geral do país é de reflexão. E nas minhas noites de insônia reflexiva penso qual seria a causa de tamanha depressão. Política? Economia? Eis que a resposta me surge como uma melancia brotando da terra. A causa de tantas convulsões são as mulheres. Ah, as mulheres...
Podemos confiar em nossas mulheres? Proponho um debate inteso e profundo a esse respeito. Desde já me coloco como um defensor do amor devoto às mulheres. Um salve à entrega total, mesmo sob o risco da insensatez de alguma fulana.
Como alusão ao tema, cito as palavras de um dos grandes sábios do samba Ataulfo Alves. Observem como ele nos dá a imagem de que há mulheres para amarmos sem culpa.
Ai Que Saudades da Amélia
Nunca vi fazer tanta exigênciaNem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu deus, que saudade da amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade





