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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O melhor amigo do homem

Camaradas,

Me inspirei. E lembrei que faz tempo que não falo do melhor amigo do homem: o cachorro engarrafado. O uísque.

Vinícius - que ilustra esse portal de sabedoria - e seus amigos tinham grandes virtudes.



Cuidado pra não se cortar!

Tendo dito, até!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mais nova lição carioca

Camaradas,

O Rio de Janeiro é uma cidade cheia de encantos e cheia de pequenas curiosidades. Também, é cheia de grandes peculiaridades que remontam suas origens da colônia portuguesa.

Muito me espantei ao visitar o apartamento de um amigo, que habita o número 208 de determinado edifício. Fui alertado pelo porteiro que deveria pressionar o botão “4” para chegar ao andar correspondente ao apartamento que visitaria. Uma lógica um tanto estranha. De onde eu venho, os números dos apartamentos se referem, de alguma maneira, ao andar onde estão localizados. 208, portanto, deveria ser no segundo andar. Ou talvez no vigésimo. Eventualmente, talvez até no oitavo. Mas nunca imaginaria no quarto.

Passado meu espanto inicial, vi a seguinte placa, que atiçou ainda mais minha curiosidade.

(melhor que essa placa, só aquela “antes de entrar no elevador, certifique-se que o mesmo encontra-se parado no andar”)

Achei muito inteligente: o zero (sim, os cariocas conhecem essa inovação! Ponto pra eles! Os babilônios – a última civilização humana nos trópicos - não conheciam...), refere-se ao andar no nível da rua. Seqüencialmente, seguindo os números inteiros, cada andar tem como referência um número maior quando está em cima. De tal forma que o andar “5” fica exatamente um acima do “4”. Espantoso.

Ora, é louvável estabelecer que todos os andares sejam numerados seqüencialmente e sem letras! Sempre me confundi com a inexistência do 13º andar em vários edifícios novaiorquinos, e odeio – de verdade – aqueles andares “L”, “S”, “M”, “SL” ou “LO”, ou qualquer outra combinação que tente se referir ao nome do andar e impede que eu entenda afinal qual fica em cima e qual fica em baixo. E principalmente, qual é a saída.

Mas a numeração dos apartamentos, por algum motivo transcendental, não corresponde de maneira alguma ao andar onde estão localizados. Há uma fórmula matemática para definir o número do apartamento em relação ao andar: seja X o andar, e Y o primeiro algarismo do número do apartamento, a relação entre X e Y é: X = Y+2, para todo X >3 Os cariocas devem ser grandes matemáticos.

Para minha feliz surpresa, ao descer no quarto andar, estava de frente à porta 208. Ufa. Não entendi, mas deu certo. É por isso que a principal lição carioca é: nunca confie na lógica, nas regras ou nas placas. Pergunte aos locais.

Na próxima visita, perguntarei ao porteiro se no 3º pavimento encontra-se a Pontifícia Universidade Católica...

Tendo dito, até!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Viva 9 de Julho!



Camaradas,

Viva MMDC! Viva Julio Prestes!

Nem todos sabem, mas os sábios sabem: eu e o sábio Leon formamos a colônia avançada paulista no Rio, o braço tático do PRP, a República MMDC. Ele como Primeiro-Ministro e eu como Comandante en jefe. E hoje, festejamos como se não houvesse amanhã!



É uma data histórica: o nove de julho é a comemoração da derrota militar dos paulistas contra Vargas. Sim perdemos a batalha. Mas a história é escrita pelos vencedores. A data hoje é conhecida como revolução constitucionalista, porque, afinal, os paulistas venceram.





Vencemos e hoje o país seguiu seu trilho do progresso! O café virou indústria, que virou usinas elétricas, que virou siderúrgicas, que virou casas Bahia, que virou soja. Nessa terra, em sem plantando tudo dá (a CIA já havia identificado isso, e o sábio paulista Felix nos comunicou).



Por ironia histórica, São Paulo é a única cidade do país que não tem nenhum lugar público nomeado com referência ao falecido presidente Getúlio Vargas. Mas a FGV fica na esquina virtual entre a av. 9 de julho e a av. Paulista...



Tendo dito, até!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sobre como grandes homens podem embrutecer

Camaradas,

Estou sempre impressionado como o Youtube é fantástico. Outro dia eu falo mais sobre isso. Agora, inspirado no tema ‘Al Pacino’ lembrei do personagem que o fez famoso. Michael. Michele, Don Corleone.

O personagem mais elegante da história do cinema e, graças à duração da saga (umas nove horas ao todo), também um dos mais complexos. Ele era um rapaz apaixonado, idealista, puro. Até que a vida lhe ensinou algumas lições. Eu acho, especialmente, a cena que ele fecha a porta da cozinha na cara da Kay de uma profundidade e tristeza ímpares.

Notem que apesar de enxergar, Michael também sabe dançar ...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A poupança é um resíduo

Camaradas,

Desde Keyes e Kalecki e o desenvolvimento do Princípio da Demanda Efetiva sabe-se, e os sábios sabem mais ainda, que a poupança não tem nenhum significado. Trata-se de um resíduo contábil. Uma identidade ao investimento. Esse sim, decidido pelas pessoas, num ato de escolha.

Logo, a poupança nao merece nenhum tratamento especial. A menos que estejamos falando da poupança em sentido amplo. Em especial nesses dias de carnaval, quando a poupança entra em especial evidência. O Banco da Praça é o melhor lugar pra se aplicar a poupança.



O órgão pensante do ser humano é o traseiro: adequa-se conforme a cadeira onde está sentado. Foi com essas sábias palavras que um sábio ancião me ensinou o sentido da vida.

Agora cabe aos leitores extrair dessa lição a diferença entre sentar-se numa cadeira decente e elegante ou num sofá, confortável e aconchegante. A revolução só pode acontecer com o espírito do desconforto, da indagação e da transformação!

tendo dito, até!

ps: registro o falecimento do saudoso deputado Sergio Naya.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Luz no fim do túnel

Camaradas,

Vi no jornalzinho local uma notícia muito animadora: Dona Alaíde vai abrir um bar com o velho Chico. Será o novo templo. Revigorei meu credo.

tendo dito, até!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Reflexões Teológicas – Parte IV

Camaradas,

Estou inconsolável. Certa vez descrevi o Bracarense como “representação comercial do paraíso”, uma obra divina para que os pecadores terrenos pudessem sentir um pouquinho das benesses da retidão moral e, quiçá, se arrependessem e buscassem redenção. Sim, o Bracarense poderia ser entendido como uma estratégia agressiva de fidelização de clientes.


Registo de um passado perdido. O crédito da foto é de nossa sábia leitora.


O grande ativo dessa empreitada, certamente, era D. Alaíde, das mãos hábeis, que produzia quitutes deliciosos e encantadores. Verdadeiras amostras mundanas dos néctares divinos. O bobozinho e a delicinha de camarão, as especialidades, eram capazes de fazer um homem abdicar de suas certezas, uma experiência transcendental.

Acontece que Deus esqueceu de questões trabalhistas e acho que tudo ia ser feliz. Dona Adelaide saiu do Bracarense, e dizem alguns, abrirá um outro bar. Até lá estamos órfãos. O Bracarense ainda guarda seus encantos, especialmente o sanduíche de pernil. Mas os quitutes perderam sabor, vigor e principalmente amor. O bolinho de catupiri com camarão está mucho. Bobozinho e delicinha não existem mais.

É uma tragédia. Estou pagando até pelos pecados que ainda não fiz...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Reflexões teológicas – Parte III

Camaradas,

O tempo é o melhor amigo do sábio. Com o tempo, o sábio pode aumentar sua sabedoria. Seja com reflexão, seja com vivências, seja por uma iluminação divina. Normalmente, uma combinação complexa entre essas e outras fontes de sabedoria. Pois bem, compartilho com vocês algumas novidades sábias.



Durante as festas de final de ano fui agraciado com duas importantes lições. Bêbado, me expus a uma grande quantidade de situações perigosas, como piscinas, trampolins, balanços e galhos de árvores. Meus objetos pessoais também foram colocados sob perigo. Felizmente, não tive nenhum arranhão. Nenhum celular molhado. Nenhum óculos quebrado. Deus efetivamente protege os bêbados, desde que a Ele seja oferecido um trago. Baco é foda. Essa foi minha primeira lição.



Mais sóbrio, dias depois, decidi fazer uma boa ação para pagar meus pecados de 2008. Ao passear por uma bucólica estradinha, vi uma ovelha – a criatura favorita de Deus depois das Baratas – béééérrando tristemente pois além de presa por uma corda, estupidamente deu contínuas voltas numa árvore se auto-amarrando e se privando de qualquer possibilidade de movimento. Inspirado pelo Pastor, aquele que dedica sua vida aos outros, desprovido de auto-interesse, totalmente altruísta, percebi que ali estava minha grande oportunidade de redenção.

Animais belos e peludos como são as ovelhas precisam ser conduzidos para a terra prometida. Atividade divina na Terra, o pastoreio sempre me fascinou. Feliz e satisfeito por ter uma brecha na vida pecadora, tomei a pobre ovelha pelo laço e dei várias voltas na árvore, como se fosse uma brincadeira de roda, ou uma dança circular celta, de forma a soltar os nós que o inteligente animal tinha produzido.



Grata pela minha bondade, ao ver-se livre a criatura de Deus não hesitou em sair rapidamente a correr. E como correm as bichinhas! Com isso, ela esticou a corda até que esta raspasse por toda minha perna, mutilando meus membros e me deixando severamente avariado. O sangue correu por minha pele e ao regar o solo percebi que paguei por meus desvios de conduta.

Eis que ficou clara minha segunda lição: jamais ajudar autruistamente qualquer ser estúpido que esteja em apuros. A bondade é punida por Deus com mutilação. Veja, por exemplo, o caso de seu próprio filho. Devemos, pois, nos manter devidamente ébrios.

Tendo dito, até!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

L’acqua fa male, il vino fa cantare!

Camaradas,

Sabemos todos que água faz mal. Contém uma quantidade desagradável de micróbios, bactérias e outros bichos estanhos e invisíveis. A boa saúde recomenda a esterilização. A sabedoria recomenda o vinho, afinal a verdade mora no vinho.

Hohoho, feliz natal. A família Josemberg, apesar de suas origens hebraicas, tem também tem um pezinho na Sicília. Digamos que nesses tempos natalinos poderíamos ser chamados de Josemberbergone, é uma grande festa. Aprende-se muito nessas ocasiões e eu gostaria de repartir com todos os leitores um pouco da sabedoria tradicional desse evento.

Com as mudanças climáticas por causa do aquecimento global, o calor e as brisas frescas se misturam trazendo resfriados, tosses e coceiras na garganta. Senhora minha avozinha sempre me ensinou (ah, a sabedoria dos anciãos) que para curar dor de garganta o melhor é um gargarejo com uísque. E como uísque bom não se deve jogar fora, ensinou a sábia velhinha que deve-se aproveitar que o uísque está na boca e butalo via. Correto.

Deus protege as crianças e os bêbados. Graças a Ele, e sua preferência por essas categorias, estou aqui escrevendo para vocês. Deixo na seqüência algumas fotos da festa de natal.

Tendo dito, até!


Zio Roberto, coçando os bigodes.


Eu, Zara Borborena, e meu irmão (que já está ficando careca).


Famiglia Josembergone


Zio Roberto, depois de comer umas laranjas, quis descansar no carro.


Papai Noel presenteou Albertino, o queridinho da vovó, com um peixe...


... inspirado, Albertino arranca as roupas rapidamente para pular na piscina.


Zio Roberto me ensinou: "sabe meu filho, não há nada que o azeite não consiga melhorar".


Esse Zio! Um brincalhão!



As crianças fizeram uma brincadeira de mal gosto com Zio Alfredo...

... fizeram ele dormir junto com o cavalo-de-estimação...

... ele ficou bem chateado!


Eu ensinando a prima Catarina a dirigir


Eu e Zara conversando


Zara, comigo ao fundo, acompanhado pelos camaradas

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Grandes Liçõs: O Casamento

Senhores,

Em linha com nosso último post, a série Grandes Lições hoje se reclina sobre a temática do Casamento. O homem, hoje com telefones celulares e microondas, sabe realmente quando está pronto para casar? Quando encontrou a mulher certa? Decisão complicada, não?

Este vídeo educativo busca esclarecer estes pontos com muita sabedoria.
Aproveitem.

Tendo dito, até!


sábado, 20 de dezembro de 2008

Grandes Lições: O Capitalismo

Senhores,

Tem início neste post a série Grandes Lições da História. Ela tem como intuito acolher os grandes temas da humanidade em pequenas palestras, de forma didática e imparcial.

Para começar, que tal descobrirmos o que é o capitalismo, entender como ele funciona e quais seus méritos? Sem mais delongas, deixo-lhes com o Prof. Clifton L. Ganus, jovem professor do Harding College, Arkansas, que ministrará a meu pedido seu memorável "A Look at Capitalism".