
Camaradas,
Há tempos que não registro aqui minha sabedoria. E há muito para dizer.
Mas os Deuses estão dando o sinal: não temos tempo a perder! O fim está próximo!
Depois do tsunami na ásia, terremotos e tufôes no caribe, tremores no Chile, temos uma chuva de peixes. Sim, meus amigos, dessa vez não são sapos caindo dos céus, são peixes. Peixes, como todos sabem, e os sábios sabem mais, são animais que vivem embaixo da água e, por isso, não caem do céu. Apesar de que a água, como todos sabem, caia.
É o fim dos tempos.
Como não existe salvação, divirtemo-nos!
Tendo dito, até!
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar...
Beijei a bôca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou...
Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele
Mais de quinhentão...
Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
E, vai ter barulho
E vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou...
Beijei a bôca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou..
quarta-feira, 3 de março de 2010
Sinal dos Deuses
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Grandes momentos da Humanidade
Camaradas,
Os grandes momentos falam por si.
Tendo dito, até!
Adoro Playback...
Os grande guerreiros romanos tomavam entorpecentes, usavam anéis e se vestiam multicoloridos!
Tags: Deus, dez mais, Sabedoria, Teoria Geral
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Telemarketing
Camaradas,
A existência é algo que me fascina. Sempre penso nos motivos lógicos e naqueles sobrenaturais que a explicam. Prefiro fugir da lucidez e não concordar que seja mera obra do acaso. Prefiro acreditar que existe um sentido.
Não conheço ninguém que goste de telemarketing. Mesmo assim, eles continuam existindo. Devem fazer bem. Ou então eu talvez não conheça gente suficiente.
Explico. Sou adepto da teoria de que tudo que faz mal é bom, se não não exisitiria. E, complementarmente, tudo que é ruim faz bem. Pense no brócolis: faz bem, mas é sem graça. Porque faz bem as pessoas comem. Se fizesse mal, ninguém ia se dar o trabalho de comer.
É como terra. É ruim e faz mal. Ninguém come.
Ou bisteca: é bom e faz mal. Porque é bom, as pessoas arcam com as consequências de que faça mal.
O telemarketing, portanto, já que existe deveria ou fazer bem ou ser gostoso (ou os dois). Há algo realmente errado na existência desse negócio...
Mas descobri que algumas pessoas fazem o telemarketim ser ao menos divertido. Lá vai:
Tendo dito, até!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Reflexões Teológicas – Parte IV
Camaradas,
Estou inconsolável. Certa vez descrevi o Bracarense como “representação comercial do paraíso”, uma obra divina para que os pecadores terrenos pudessem sentir um pouquinho das benesses da retidão moral e, quiçá, se arrependessem e buscassem redenção. Sim, o Bracarense poderia ser entendido como uma estratégia agressiva de fidelização de clientes.
Registo de um passado perdido. O crédito da foto é de nossa sábia leitora.
O grande ativo dessa empreitada, certamente, era D. Alaíde, das mãos hábeis, que produzia quitutes deliciosos e encantadores. Verdadeiras amostras mundanas dos néctares divinos. O bobozinho e a delicinha de camarão, as especialidades, eram capazes de fazer um homem abdicar de suas certezas, uma experiência transcendental.
Acontece que Deus esqueceu de questões trabalhistas e acho que tudo ia ser feliz. Dona Adelaide saiu do Bracarense, e dizem alguns, abrirá um outro bar. Até lá estamos órfãos. O Bracarense ainda guarda seus encantos, especialmente o sanduíche de pernil. Mas os quitutes perderam sabor, vigor e principalmente amor. O bolinho de catupiri com camarão está mucho. Bobozinho e delicinha não existem mais.
É uma tragédia. Estou pagando até pelos pecados que ainda não fiz...
Tags: adeus, alcool, bracarense, Depressão, Deus, grandes lições, Ressaca, Roger Moore
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Reflexões teológicas – Parte III
Camaradas,
O tempo é o melhor amigo do sábio. Com o tempo, o sábio pode aumentar sua sabedoria. Seja com reflexão, seja com vivências, seja por uma iluminação divina. Normalmente, uma combinação complexa entre essas e outras fontes de sabedoria. Pois bem, compartilho com vocês algumas novidades sábias.
Durante as festas de final de ano fui agraciado com duas importantes lições. Bêbado, me expus a uma grande quantidade de situações perigosas, como piscinas, trampolins, balanços e galhos de árvores. Meus objetos pessoais também foram colocados sob perigo. Felizmente, não tive nenhum arranhão. Nenhum celular molhado. Nenhum óculos quebrado. Deus efetivamente protege os bêbados, desde que a Ele seja oferecido um trago. Baco é foda. Essa foi minha primeira lição.
Mais sóbrio, dias depois, decidi fazer uma boa ação para pagar meus pecados de 2008. Ao passear por uma bucólica estradinha, vi uma ovelha – a criatura favorita de Deus depois das Baratas – béééérrando tristemente pois além de presa por uma corda, estupidamente deu contínuas voltas numa árvore se auto-amarrando e se privando de qualquer possibilidade de movimento. Inspirado pelo Pastor, aquele que dedica sua vida aos outros, desprovido de auto-interesse, totalmente altruísta, percebi que ali estava minha grande oportunidade de redenção.
Animais belos e peludos como são as ovelhas precisam ser conduzidos para a terra prometida. Atividade divina na Terra, o pastoreio sempre me fascinou. Feliz e satisfeito por ter uma brecha na vida pecadora, tomei a pobre ovelha pelo laço e dei várias voltas na árvore, como se fosse uma brincadeira de roda, ou uma dança circular celta, de forma a soltar os nós que o inteligente animal tinha produzido.
Grata pela minha bondade, ao ver-se livre a criatura de Deus não hesitou em sair rapidamente a correr. E como correm as bichinhas! Com isso, ela esticou a corda até que esta raspasse por toda minha perna, mutilando meus membros e me deixando severamente avariado. O sangue correu por minha pele e ao regar o solo percebi que paguei por meus desvios de conduta.
Eis que ficou clara minha segunda lição: jamais ajudar autruistamente qualquer ser estúpido que esteja em apuros. A bondade é punida por Deus com mutilação. Veja, por exemplo, o caso de seu próprio filho. Devemos, pois, nos manter devidamente ébrios.
Tendo dito, até!
Tags: alcool, baratas, Deus, ébrio, Genesis, grandes lições, HaHaHoHoHo, lições, ovelhas, Sabedoria
domingo, 13 de abril de 2008
Reflexões teológicas – Parte II
É evidente que alguns leitores assíduos de nossa sabedoria ficaram um pouco espantados por eu ter indicado a barata – um ser notoriamente nojento – como o escolhido de Deus para reinar sobre a Terra. Reitero que isso é uma dedução empírica livre de arbitrariedades.
Mas o Criador também reservou um lugar especial para os humanos sua segunda espécie favorita. Somos bem-quistos por dois motivos principais: a completa incompatibilidade entre o que pensamos e a forma pela qual agimos e, em menor grau, porque somos muito úteis à sobrevivência e predomínio das baratas na Terra.
Dessa forma, o Criador foi muito benevolente conosco. Criou a baía de Guanabara, o Corcovado, o Pão-de-Açúcar, a Lagoa e um sem-número de composições geográficas e que deram à região um aspecto de Éden. Sim, Ele escolheu o Rio para ser um portal para a felicidade dos humanos.
Infelizmente, ao deixar a livre-iniciativa humana agir, viu seu paraíso tropical ser tomado por uma cidade insalubre e urbanamente desagradável. Deus insistiu. Criou Ipanema. E durante muito tempo ali foi o verdadeiro portal da redenção. Palco da Garota e da bossa-nova, Ipanema foi por um bom tempo o lugar favorito de Deus e dos humanos.
Mas como tudo, demos um jeito de estragar. O bom Deus, então, criou o Leblon – uma espécie de mini-Ipanema livre da proximidade com a – argh! – princesinha do mar Copacabana. Lá o Criador colocou uma representação comercial do paraíso. É como se fosse um estande de vendas de apartamentos novos, onde se pode ver a planta, uma maquete e ficar sonhando com o futuro feliz da sua família num três-quartos-com-dependência-lazer-completo-e-espaço-gourmet. A diferença é que não espírito pequeno-burguês. Falo, é claro, do Bracarense.
Ah, o Bracarense. Lá a eu sou feliz.
Lá sou amigo do Rei. Dona Alaíde é a profeta que traz as palavras de Deus por meio de seus quitutes e delicinhas. O néctar é servido gelado e todos se deliciam com o paraíso na Terra.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Reflexões teológicas
A vida cotidiana nos ensina coisas que a academia e o estudo formal são incapazes de formalizar. A observação das pequenas coisas é a chave para o entendimento da verdadeira ordem universal. Sim, o caos existe apenas no plano tangível. Há uma ordem superior que harmoniza todas as coisas e garante a continuação da existência.
Alguns (talvez a maioria das pessoas, na verdade) chamam essa ordem de Deus, ou algo similar que arbitrariamente teria construído toda a existência, o universo, os planetas, as coisas, a vida. E, zelando pela continuação da existência, criou um ser à sua imagem e semelhança que dominaria a Terra e as demais criaturas.
Estou falando, evidentemente, das baratas.
Sim, as baratas são as escolhidas. As predestinadas. O objetivo final da evolução. Isso nem sempre é claro para nós humanos, umbigocentrados e orgulhosos de sabermos que sabemos. Nós, sábios que escrevemos nesse blog, sabemos que não sabemos e tentamos espalhar a luz aos demais. Pois lá vai. Façamos o raciocínio lógico-dedutivo:
1) o objetivo da existência é continuar existindo;
2) a ordem superior, por vontade própria, garante o sucesso de sua espécie escolhida, de seu filho pródigo;
3) as baratas existem tal como são hoje há mais de 200 milhões de anos e são biologicamente preparadas para continuarem existindo pelos próximos 200 milhões, haja o que houver, aconteça o que acontecer.
É muito simples! A vontade superior, ao mexer os pauzinhos em favor dos seus favoritos, é a própria evolução: o ente selecionador!
Depois que esse pensamento se completou, tudo a minha volta ficou claro. A própria existência humana é uma maneira inteligente de garantir a continuidade da existência das baratas, através do nosso lixo doméstico e outras melecas que produzimos. Antes de nós, porém, as baratas existiam felizes com outras fontes de alimento e assim será depois de nós. Está tudo no Grande Plano.
A barata é a criatura favorita do reino dos céus! Felizmente, para consolo dos humanos, a barata é mentirosa e vai dar com os burros na água:
A barata diz que tem sete saias de filó.
É mentira da barata ela tem é uma só.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem é uma só!
A barata diz que tem um anel de formatura.
É mentira da barata ela tem é casca dura.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem é casca dura!
A barata diz que tem uma cama de marfim.
É mentira da barata ela dorme é no capim.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela dorme é no capim!
A barata diz que tem um sapato de fivela.
É mentira da barata o sapato é da mãe dela.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
O sapato é da mãe dela!
A barata diz que tem o cabelo cacheado.
É mentira da barata ela tem coco raspado.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem coco raspado!
Tags: baratas, Deus, HaHaHoHoHo, Sabedoria









