Camaradas,
Há muito de sabedoria em Aldir Blanc. Um dos maiores gênios da música brasileira.
Flores de Lapela
Você vai dizer que sabia
Que isto ia acontecer,
Que eu bebia em demasia
E maltratava você.
E eu vou dizer que você
Já não era mais aquela,
Um mero enfeite sem vida
Feito flores de lapela.
Tantos dirão tanta coisa
Mas maldade vai sobrar,
As bocas mudando as versões
Feito as toalhas de um bar...
Apenas o armário de espelho
No banheiro
Diz o que é solidão:
Se o amor anda ausente
O armário só guarda
Uma escova de dente.
sábado, 28 de março de 2009
Solidão
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O Progresso Científico deu TILT
Camaradas,
Desculpem os mais apressados, mas como todo relatório científico, todas as etapas, instrumentos e observações devem ser registradas para que o experimento possa ser repetido pela comunidade e a tese corroborada.
Em primeiro lugar, os instrumentos. Na foto abaixo há o registro de todos os instrumentos em meu laboratório que poderiam ser úteis nesse experimento.
(foto 1: instrumentos de precisão disponíveis e o objeto de estudo)
Preocupado com a possibilidade de reprodução do meu experimento por alguns de meus pares cientistas menos equipados, me restringi ao uso apenas das ferramentas estritamente necessárias. A faca, a tábua e o saca-rolha. Afinal, a ciência merece comemoração.
(foto 2: instrumentos utilizados)
O leitor atencioso verá na foto a seguir que o tubo de pasta de dente – já praticamente terminado – ainda dava evidência que as diferentes substâncias coloridas de seu interior estavam devidamente separadas, possibilitando a formação de listras quando a pasta é extraída da embalagem.
(foto 3: a boca do tubo)
O método escolhido para o experimento é vastamente aceito pela comunidade, baseado no seminal trabalho de Alfred E. Neuman (1958), consistindo em cortes transversais paralelos, de forma a conhecer a anatomia interna em todas as seções do objeto.
(foto 4: aplicação do método Neuman)
Verá o nosso leitor que, por mais espremido que seja o tubo, sempre resta uma boa quantidade de pasta que não é aproveitada pelo consumidor. Isso é o que os cortes transversais nos mostram: eu imaginava que o tubo já estivesse vazio (não ia desperdiçar um novo!). Por outro lado, não há nenhum sinal de compartimento especial para as listras. Pelo contrário, é evidente que as diferentes cores estão misturadas no tubo.
(fotos 5 e 6: há muita pasta dentro do tubo)
Por fim, o corte longitudinal no bocal do tubo foi a prova final que não existe compartimento especial para a substância que faz as listras. Para espanto da ciência e do conhecimento formal, as evidências todas comprovam que as listras da pasta de dente são ainda um mistério. Apenas uma vontade superior e sobrenatural pode ser responsável pela correta saída de pasta de dente com listras, já que todas as cores estão misturadas dentro do tubo.
(foto 7: o corte no bocal)
O progresso científico deu TILT. O mistério da tecnologia contínua sem solução e eu volto ao estado das trevas. Felizmente, nem toda a ciência foi em vão: sabemos agora que mesmo quando achamos que a pasta acabou, tem mais lá dentro do tubo. Convoco todos os escovadores de dentes que abram seus tubos de pasta e aproveitem até o fim! Talvez isso reduza a pressão inflacionária e evite o aumento da SELIC.
Agradeço a CAPES e CNPq pelo apoio financeiro à essa pesquisa.
Tendo dito, até
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Mistério da tecnologia é desvendado
Camaradas,
Muitas dúvidas me foram sanadas, mas duas questões pertinentes ficaram sem solução. Eu costumo chamar essas de “grandes mistérios da tecnologia” e lanço o desafio para outros Sábios, ou aspirantes a sábio, para que me expliquem:
1) como funciona a pistola do máster system (videogame ancião)?
2) como as listras da pasta de dentes saem regularmente mesmo se a gente esmaga o tubo?
Pois bem, por anos essas duas questões me tiraram o sono. Foram longas madrugadas estudando, intermináveis debates na academia, muita pesquisa nas bibliotecas mais importantes. Nada. Nada conseguiu elucidar os grandes mistérios da tecnologia.
Até hoje. Que o dia 11 de janeiro seja lembrado como o dia da solução de um dos grandes enigmas da tecnologia. Que seja um feriado nacional! Uma amiga abriu a caixa do saber e de lá trouxe a explicação sobre as listras da pasta de dentes! Fiquei tão emocionado que reproduzo a explicação na íntegra logo abaixo.
Saúde a todos! Vamos brindar ao saber! Resta agora apenas um grande mistério e aquele que conseguir solucioná-lo será alçado à categoria de Sábio, a mesma que recomendo a essa nobre amiga!
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI297544-EI1426,00.html
Como conseguem fazer a pasta de dentes com linhas coloridas sem que elas se misturem dentro do tubo?
O segredo da textura colorida dos cremes dentais é a forma de rechear os tubos. Além disto um acessório muito especial ajuda na "tarefa gráfica".
Perto da boca do tubo se situa um anel com dois ou quatro orifícios que deixam sair o gel colorido contido em pequenos compartimentos que ocupam praticamente toda a parte da frente do tubo. Enquanto isto, a pasta branca ocupa a parte traseira.
Uma vez criado o tubo com seu bocal diferenciado é hora de colocar seu conteúdo. Isto é feito pela parte de trás e não através do bocal, recheia-se pela parte inferior do tubo, selando a continuação.
Primeiro é introduzido o corante ou gel que vai para o compartimento especial que mencionamos antes. Depois, se introduz a pasta de dentes. Esta vai pressionar o corante quando apertamos o tubo. Assim a massa é impulsionada para o bocal de saída, onde ganha as linhas de cor através dos orifícios, formando a pasta rajada que nos é tão familiar.







