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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Rach

Camaradas,

Uma das músicas mais belas, com um dos apelidos mais belos, tocada por uma das pianistas mais competentes.

Eis, Rach. Na versão 3.



tendo dito, e ouvido, até!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The World is Not Enough (1999)



Camaradas,

Com tempo sobrando, retomo a empreitada há muito deixada em posição de espera para comentar este que é um dos filmes que menos gosto de toda a série. Jimmy está sério demais. Talvez essa tarefa de salvar o mundo lhe seja muito estafante.



Pra começar, não gosto dos vilões. O mais mau de todos é um terrorista apaixonado que faz as coisas por amor. Se mata por amor – e destruirá a ordem mundial por amor. Tudo para deixar sua amada mais rica e poderosa.


Você é mau. E eu sou do bem. Mas temos uma amiga em comum.


Modalidades heterodoxas de amor

A vilã é uma delícia. Muito má. Suas motivações não são muito convincentes, mas a deixam intensamente sexy. É uma patricinha que quer dominar o mundo e, como boa patricinha, joga seu charme para convencer seus namorados (Bond e o Vilão) a brigarem entre si. Uma luta de machos alfa em busca de sexo que implica também na destruição ou não do mundo. E talvez o mundo não seja o bastante.


"Oi, eu quero dominar o mundo. Me ajuda?"

Há outros elementos interessantes no filme. A presença de Valentin Zukovsky, o ex-expião fanfarrão soviético, é sempre hilária e providencial. Dessa vez ele gerencia uma empresa de caviar e um cassino. Muito justo.


Quer dar uma volta?


Destaque para a despedida de Q, que já velhinho dá as últimas lições ao nosso herói e anuncia seu substituto, o engraçado John Cleese do Monty Python. Logo depois das filmagens, Desmond Llewelyn teve um trágico acidente de carro. Saúde!

São as mulheres as responsáveis pela queda de um homem. No caso, uma graça de moça (Maria Grazia Cucinotta) se explode no balão e faz James quebrar duas ou três costelas. Então, nosso adorável sedutor tem a chance de subornar uma fisioterapeuta atenciosa, com a carne bastante aquecida, srta. Molly Warmflash, que o liberara para o serviço mesmo com dores nas costas.

A melhor personagem, por fim, é de longe a engenheira-física-nuclear-gostosa-independente-e-ao-mesmo-tempo-frágil-e-carente interpretada por Denise Richards, nossa grande musa de adolescência (ah, que garota selvagem!). É praticamente um presente de natal.


"Você me explicaria o princípio da combustão expontânea?"

Felizmente, James Bond consegue salvar o mundo, mais uma vez, e nos divertir com cenas impressionantes. As melhores são a corrida de lanchas no tamisa e a cena dentro do oleoduto. Felizmente, com esse filme acaba a década de 1990, os tempos mais caretas da humanidade.

Tendo dito, até!


que bom que o mundo não acabou!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hoje vou dormir sem você.



Sem seu cheiro.

Sem seu carinho.

Sem seus olhos.

Sem seu corpo.

Sem seu sexo.

Mas com você na minha lembrança. Minha memória criativa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Aniversário de Zara



Camaradas,

Zara é uma musa. Em outra encarnação ela inspirou Klimt. Em outra anterior inspirou os românticos do mal do século. Antes ainda, seus cabelos vermelhos a colocaram na fogueira. Agora ela simplesmente me inspira.



Descobri hoje que existe um filme sobre a vida de Klimt. Nunca vi. Mas achei essa cena interessante.





Longa vida a Zara!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Perfume de Mulher

Camaradas,

A paixão é o que move os homens. E os grandes homens, os mais apaixonados, inspiram todos os outros que querem uma vida de virtude.

Fiquei muito sensibilizado com os comentários ao post sobre “tango ”, de ontem. Ao que parece, o sensual embaraço dos corpos dançantes emociona a todos.

Além disso, percebi que nossos leitores gostam muito do filme “Perfume de Mulher”. Sim, é um grande filme. É todo um conjunto de lições para jovens garotos que sonham com um futuro brilhante, como homens e como amantes.

Eis o trailer. Sempre achei que os americanos sabem fazer melhores trailers do que filmes. É verdade. Vejam esse! O rapaz apenas queria um emprego...




Selecionei algumas cenas imperdíveis, além do tango, que postei anteriormente. A primeira, inesquecível, é a da Ferrari. Qualquer homem quer fazer isso. É másculo. A aparição da machina rossa é quase tão sensual quanto uma dança de tango. É quade uma metáfora da relação do homem com uma mulher: no começo ele aprende. Depois acelera e se diverte! E só então o homem decide "dobrar" a moça... Ficar sem a visão, o sentido mais fácil de todos, deve tornar os outros muito mais apurados.



Por fim, a cena final. O discurso é bonito, empolgado. Tem uma conclusão emotiva, como todo bom filme americano. O veredicto é seguido por uma musiquinha e salva de palmas que pode arrancar lágrimas dos mais sensíveis. É um grande final. Hoo-haaa! (Atenção para a frase “thank you! are you married?”. Coisa de galã. Ele pode.)



Mas para os sábios de maior idade, ou mais ampla vivência, deixo outros trechos cinematográficos que farão a memória voar. Profumo di Donna, de 1974. Uns quinze anos antes de Al Pacino, Vittorio Gassman havia interpretado o mesmo personagem com maestria. Numa versão mais depressiva, européia, acompanhado por Cláudia Cardinale. Coisa divina.

Vejam esse belo arranjo:



“Já vi sua mulher algum ano atrás, numa casa de prazeres chamada ‘confusão’”... e depois dá uma porrada no cara errado!

E, pra terminar, a belíssima, trágica e profunda cena final:


No Brasil o outono está chegando. Mas na Europa é a primavera que faz cantar os pássaros e desabrochar as flores... até os sábios sentem!

Tendo dito, até!

domingo, 22 de março de 2009

Tango

Camaradas,

De quando em quando minha sabedoria fica menos racional e mais passional. O tango é a coisa mais sensual que nossos hermanos do sul inventaram. Enquanto as letras são de uma simplicidade humilde e profunda, como nosso samba, a dança é sublime.

Selecionei aqui algumas demonstrações. Primeiro o filme "Tango", de Carlos Saura.





Mas temos também a clássica cena do Al Pacino cego (eu prefiro o filme anterior, com o Vitorio Gasman, mas essa censa do tango, junto com a da Ferrari fazem a nova versão valer a pena). Coloquei aqui a versão longa, desde o comecinho, que inclui o chaveco sensacional.



Para terminar, uma sequência com muitas, muitas mesmo, Monicas Beluccis...



Tendo dito, até!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Registros numéricos

Camaradas,

2008 foi um grande ano para a economia brasileira e para o blog dos sábios.

Foram 100 posts.

E teve um dos sábios que pontuou 20 vezes.

Impressionante.

tendo dito, até!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Feliz Aniversário!


Camaradas,

Há exato um ano, o grupo dos sábios se reuniu com um objetivo nobre: permitir que o resto da humanidade pudesse compartilhar um pouco de nossa sapiência. Eis que esse blog foi criado e desde então é atualizado com a fronteira de tudo aquilo que é sábio.

Parabéns por um ano de divulgação de nossa sabedoria eterna. Parabéns aos sábios que dedicaram momentos de suas vidas a esclarecer a realidade para o resto do mundo. Obrigado a todos os leitores, e leitoras, que acompanham nossa publicação.

Viva a sabedoria!

Um Brinde!

Aos Povos!

tendo dito, até!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"As Dez Atrizes Mais Bonitas" Revisitado

O post do meu colega de blog Josemba tem causado certa polêmica entre a vasta audiência do site. Na verdade, ele parece não tem lido com muito interesse a série "Segredos da Arte", de minha autoria, onde revelo as mais importantes questões estéticas da história da humanidade.

Não que sua lista não contenha as mais belas mulheres que a sétima arte já nos presentou, obviamente ele ali selecionou o que se pode considerar imprescindível em um top-ten da categoria, mas há um toque pessoal que certamente é questionável, não só na ordenação mas na ausência de alguns nomes e no destaque de outros que certamente estão ali porque o colega deseja impor seu gosto pessoal como universal.

Com razão trata-se de algo que só podemos ler em Bukharin e suas obras sobre o imperialismo nos primórdios do século XX.

Vamos ao ponto.
Audrey Hepburn: certamente se perguntássemos a 10 especialistas se ela estaria no topo, os 10 atestariam como certa essa possibilidade e mais uns 34 apareceriam ovacionando o nome dessa bela mulher. O mesmo para Claudia Cardinale: diria que a disputa entre as duas é um pário difícil que tende a ser desequilibrado pelo gosto pessoal de cada um. Eu, por exemplo, daria a coroa a Audrey, embora a Cardinale seja mais gostosa. Mas não é o caso, o mote é "mais bonita" e não mais gostosa. Não obstante, trata-se de uma questão que merece um livro que um dia escreverei e ficarei bilionário, finalmente.

Mas e grandes ausências? Monica Vitti, a grande musa de Antonioni (e minha), não está aí? Nem a fantástica Isabelle Adjani está listada, com a Binoche à frente de Grace Kelly (?). Ingrid Thulin está lá (em #4?!), mas e Ingrid Bergman? Cadê a Marylin? E. Taylor? Alguns gritam pela Rita Hayworth, outros choram pela Ava Gardner. E aí Josemba?

Entre as contemporâneas, certamente Eva Green (#3?). Mas e Scarlett Johansson? A própria Nicole Kidman, Penelope Cruz, Monica Bellucci, Sophie Marceau? Cate Blanchet? Liv Tyler? Até a própria Jolie? Sienna Miller? E Natalie Portman?

Essa lista precisa ser revista para que os povos sintam que a sabedoria deste blog é justa, do povo iluminado para o povo que aguarda ansiosamente pela iluminação.

Josemba, seja mais razoável. Trasmita sua sabedoria.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A nova Bond Girl não é brasileira. Ou: como Eva Green é sensacional

Camaradas,

Eva Green é uma das mulheres mais bonitas do cinema atual. Como sábio, arrisco ainda a dizer que é uma das mais belas de toda a história do cinema. Ela é jovem e maduramente sexy. Seu olhar cativa qualquer interlocutor. Os espectadores, então, ficam como crianças encantadas, como no primeiro amor pela babá. Esse tipo de beleza, das mulheres do cinema remetem imediatamente à musa romântica. A diferença aqui é que elas estão vivas. Só. Mas Eva Green tem algo que a torna humana. São os pequenos defeitos, belos, mas defeitos. Seu sorriso apaixonante não esconde um dente ligeiramente destacado do resto da arcada dentária. Essa nuance a traz para o mundo terreno: sim, ela é filha de mãe humana e tem umbigo.


A mesma coisa já havia sido destacada na beleza elegante de Audrey Hepburn, algumas gerações atrás. Ah... a Audrey. Inesquecível cena dela no meio de livros sendo descoberta como a nova musa da moda! Uma intelectual bonita, que conflito! Audrey também era humana. Apesar de tudo, seu nariz era ligeiramente deslocado para o lado.

Eu falava de Eva Green. Sim, o Sábio Felix já falou um pouco da implicação desse nome. Pois bem. Eva Green foi a mais recente bond girl. Uma personagem sensacional. Maliciosa, delicada, pero sin perder la ternura. Sua bond girl esteve à altura de Ursula Andrews em todos os quesitos, sem dúvida as melhores de todas! Não podemos esquecer também a bela Maryam D’Abo, cuja personagem infelizmente é uma desgraça. Como tudo da década de 1980, aliás, incluindo Timothy Dalton, Gorbachev e a Xuxa.

Bem, Eva Green me foi apresentada por Bertolucci em Os Sonhadores. Deliciosa. Lindas cenas de fornicação, de uma delicadeza e sensualidade que só na paris de 1968 seria possível. Bertolucci, vale lembrar, já tinha feito um delicioso filme contando sobre a épica história da defloração de uma bela jovem. Em Beleza Roubada a gracinha era Liv Tyler, e a gente passa o filme todo apostando sobre quem será o felizardo, tudo encenado no calor italiano nos tempos mais caretas da história, os anos 1990. Pena que a filha do roqueiro é tão má atriz, porque é linda.

No último filme do 007, Eva Green faz James se apaixonar e largar tudo. Coisas que só mulheres fazem conosco. James Bond é tudo aquilo que um homem quer ser: bonito, elegante, sofisticado, detentor de brinquedos caros e divertidos e consegue fazer qualquer coisa com uma facilidade espantosa (como sair dirigindo um helicóptero de dentro de um avião em chamas). Mas principalmente, amamos Jim porque ele consegue as mulheres mais bonitas soltando as cantadas mais grotescas.

Eva Green é sensacional porque é malandra. É sabido que qualquer homem largaria tudo para casar com ela. No caso, Dan Craig só não caiu na tentação porque percebeu que ela era malandra. Muito melhor que o George Lazemby que só conseguiu se livrar da mulher porque a mataram. Ainda bem que os Broccoli se livraram desse desastre. Mas de Dan Craig não se livrarão. Ele é bom. Um pouco marombado, mas é bom. Acho que os atores que interpretam Bond, James Bond, são reflexo dos padrões de beleza da sociedade à época. O favorito de todos é sempre Sean Connery. O meu é Roger Moore. Ele era tão escrachado que fazia rir de sua própria condição.


Mas tudo isso pra chegar, afinal, naquilo que intitula esse post. A nova Bond Girl não é brasileira. Ainda bem. Imaginem a Cléo Pires falando inglês com sotaque de Ipanema? Quase tão divertido quanto ver o Rodrigo Santoro fazendo um Xerxes meio viado. Os noticiários locais ufanistas anunciaram a decisão por Gemma Arterton quase como quando anunciaram que Roberto Benigni tinha ganho o Oscar sobre Central do Brasil. Pior: anunciaram errado. Gemma Arterton não será Bond girl. Ela é inglesa demais, é feia. Vai sobrar para personagem secundária. A Bond girl será a bela ucraniana Olga Kurlyenko. Ainda bem!