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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Regressão e vidas passadas

Camaradas,

Tem dias que acordo de mal humor.

Dia dos namorados, sozinho e chuvoso, é um bom motivo pra isso. O que vou dizer a seguir não é muito politicamente correto. Mas a sabedoria não pode se amarrar a coisas bestas desse tipo.

Ler um artigo do Naércio me deixa de mal humor. Como é possível alguém chamar isso de ciência? É evidente que a relação entre altura e salários, ou altura e educação, dá-se pela ralação entre alimentação na infância, horas de sono e etc. ou seja, uma relação muito mais social que biológica.


Notem que a ciência leva a grandes aberrações


Digo mais: toda família rica por mais de três gerações tende a ser bonita e alta. Isso acontece porque por pior que sejam os genes da primeira geração, genes mais “saudáveis” serão introduzidos na família ao longo dos casamentos. Simetricamente, é difícil identificar pessoas muito bonitas mantidas na pobreza.

Portanto, a relação é sempre social. Não é biológica. Não há explicações biológicas pra explicar se um sujeito é melhor que o outro. Isso é coisa que os ingleses do século XIX faziam e os nazistas levaram ao limite.

As crianças que não têm leitura suficiente quando ganham brinquedinhos poderosos – como a econometria – e juntam isso com bases de dados bastante grandes acabam criando essas aberrações. E nem pensam direito sobre o que estão fazendo.


Eu simpatizo mesmo com esses dois


Curiosamente, o nome “regressão” veio de um estudo que apontava tendência a diminuição da altura das pessoas. Curiosamente o prof. Naércio também não é dos mais altos.

Tendo dito, até!

Reproduzo o texto, para os mais curiosos:

Altura e desempenho no mercado de trabalho
Naercio Menezes Filho
12/06/2009

Será que as pessoas mais altas têm alguma vantagem no mercado de trabalho, unicamente devido a sua altura? Aparentemente, isto não deveria ocorrer. Afinal, a teoria econômica nos diz que o mercado de trabalho remunera cada pessoa de acordo com o valor da sua produtividade. Nós sabemos que a produtividade depende do nível educacional e das habilidades específicas das pessoas. Mas, será que ela também é afetada pela altura?
Estas questões são complicadas e polêmicas, mas um estudo recente procura abordá-las de forma objetiva, analisando os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, que coleta informações antropométricas e de mercado de trabalho para uma amostra representativa de brasileiros ("A relação entre altura, escolaridade, ocupação e salários no Brasil", Andréa Curi e Naercio Menezes Filho). Os dados mostram, em primeiro lugar, que a altura média dos brasileiros vem aumentando ao longo das gerações. Enquanto as mulheres nascidas em 1940 tinham em média 1,56 m, as nascidas em 1980 alcançam 1,60 m, ou seja, um aumento de cerca de um centímetro por década. Entre os homens o aumento no mesmo período foi similar, passando de cerca de 1,68 m para 1,72 m.
O mais interessante, porém, é que os indivíduos mais altos coletam uma série de vantagens ao longo de sua vida, começando pela educação. A figura ao lado mostra a relação entre a média de anos de estudo e a altura, separadamente para homens e mulheres. Entre as mulheres, aquelas com menos de 1,50 m completam, em média, menos do que oito anos de estudo (ensino fundamental completo). A escolaridade aumenta continuamente com a estatura, até atingir cerca de dez anos para as mulheres que medem entre 1,70 m e 1,80 m, um aumento bastante significativo. Entre os homens, o efeito é mais pronunciado, passando de apenas dois anos de escolaridade média entre aqueles com menos de 1,50 m até dez anos de estudo para aqueles com mais de 1,75 m. Estes efeitos persistem mesmo após levarmos em conta uma série de outras características que afetam a escolaridade, tais como a educação dos pais, cor, gênero, pré-escola e local de moradia.
Além dos efeitos educacionais, as pessoas mais altas recebem um salário maior no mercado de trabalho. Mesmo entre pessoas com o mesmo nível educacional, as mais altas ganham mais. Os dados mostram que 1% a mais de estatura entre os homens, eleva o salário em cerca de 2%. Entre as mulheres este efeito é um pouco menor, mas continua sendo estatisticamente significativo. Além disto, existe uma relação clara entre a altura e a ocupação das pessoas. As pessoas mais altas, por exemplo, têm uma probabilidade significativamente maior de se tornarem empreendedoras.
A relação entre altura e mercado de trabalho não acontece somente no Brasil. Há um grande número de estudos documentando a relação entre altura, ocupação e salários em vários países do mundo. Obviamente, esta é uma relação estatística, o que significa dizer que nem todas as pessoas ricas são altas, nem que todos os mais baixos serão pobres. Mas, chegando ao cerne da questão, o que está por trás desta relação?
Existem várias interpretações possíveis. A mais plausível é que a altura das pessoas está refletindo, em parte, as condições sócio-econômicas de suas famílias na infância e até no ambiente uterino. A realização do potencial de crescimento de cada pessoa depende fortemente de fatores como a privação alimentar e incidência de doenças na infância. Vários estudos mostram que o déficit de estatura está bastante relacionado com a escolaridade dos pais, a renda familiar per capita e também com as condições de moradia, que aumentam o risco de infecções respiratórias, diarréia e outras doenças. Assim, a relação entre altura e desempenho no mercado de trabalho estaria refletindo, em parte, o fato de que as pessoas mais altas são, em média, mais produtivas, porque tiveram menos problemas de saúde na infância e maior capacidade de desenvolver plenamente suas habilidades, inclusive permanecendo mais tempo na escola.
Algumas pesquisas enfatizam também aspectos psicológicos e sociais, mostrando que a auto-estima e a confiança dos jovens estão relacionadas com a sua estatura e que os mais altos são mais propensos a participarem de atividades sociais. Por fim, não se pode descartar a possibilidade de discriminação contra os mais baixos no mercado de trabalho, assim como ocorre com as mulheres e os negros.
Mas, a principal recomendação para políticas públicas, partindo-se desta constatação, é melhorar urgentemente o atendimento às gestantes e as condições de saúde das crianças, para que elas possam desenvolver plenamente seu potencial de crescimento e suas habilidades.
Naércio Menezes Filho, professor titular (cátedra IFB) e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa e professor da FEA-USP, escreve mensalmente às sextas-feiras.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Goldeneye (1995)



Depois de seis anos ausente, 007 retornou. Uns achavam que não tinha mais sentido continuar com a série, depois da versão bruta e cult dos tempos de Dalton. Outros achavam que o fim da guerra fria e da URSS também tirariam o sentido de continuar com o personagem. Estavam todos errados. Bond precisava apenas de sangue novo. E conseguiu.


"You were expecting someone else?"


Cena memorável, Bond dirigindo um tanque nas ruas de São Petersburgo (Leningrado, nos bons tempos)

Pierce Brosnan incorporou Bond magistralmente. Reuniu características de seus antecessores e – num movimento antropofágico – criou sua própria versão, atualizada para os anos 1990. De Connery, buscou o humor. De Lazemby o sorriso. De Moore a elegância e o toque playboy. De Dalton, a violência e frieza.


"So, you are always On a Top of things?"


Reloginhos hi-tech: versão dos anos 1980 e 1990.

Foi o primeiro filme que assisti no cinema e gostaria de registrar que é, possivelmente, meu favorito. Vários elementos da trama baseiam-se nos frangalhos do fim da guerra fria, explicitamente. A traição, a vingança e os objetivos megalomaníacos dos vilões continuam presentes. As cenas de ação, os cenários pelo mundo e a tecnologia sempre surpreendente. (Nota de curiosidade: era o começo da Internet, e há muito entusiasmo com suas possibilidade. A mocinha pede um computador com modem de 14.4 kbps...).


"Hello, James!"


As mulheres... ah... faltava a Dalton certa cafajestagem. Bronsnan é um cafajeste elegante. Algo mais próximo de Moore, que tratava as moças com carinho, do que pra Connery, que as descartava como se fossem lenços usados. Nesse filme, Bond começa com uma perseguição adorável nas montanhas ao redor de Monte Carlo, acompanhado por uma doce inglesinha. Dirigindo um Aston Martin 1965 (igual do Goldfinger), 007 persegue uma Ferrari dirigida por uma russa ninfomaníaca (amiga do vilão) que mata as pessoas durante o ato de fornicação. É muito divertido. No fim, Jimmy abre um compartimento-geladeira do carro abastecido com uma boa garrafa de champanhe.


GirlPower: mulheres fora da cozinha.


"I am invinceble!", dizia o vilão congelado.

A vilã russa, Xênia Onatopp (sempre nomes curiosos) é conhecida depois, numa sauna. Mas quem se destaca mesmo é a bondgirl programadora de computadores, Natalya Simonova, que trabalha no programa espacial secreto russo. Ela faz um estilo mocinha durona e ainda com certo ar maternal (quando dá bronca em 007 e ex-006: “Stop! You look like boys with toys!”). Em outra cena, sai perguntando questões psicológicas de Jimmy, quanto a sua natureza fria e violenta.


"Você será reprovado no teste de direção, James."

As novidades também incluíram uma nova Miss Moneypenny, interpretada por Samantha Bond, e uma nova M (sim, uma mulher!), Judi Dench. Eu gosto da combinação. O bom e velho Q continuou interpretado por Llewelyn.


"Ela programa computadores, lava, passa e nas horas vagas ainda arruma a cama"


Louis Maxwell e Samatha Bond, posando na frente do Aston Martin

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Novas tecnologias

Camaradas,

Estou de férias. Tenho estado bastante ocupado, mas sempre atuando com sabedoria. Descobri hoje uma nova opção do blog, de postar vídeos. Começo com uma piadinha inocente.

tendo dito, até!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Progresso Científico deu TILT

Camaradas,

Os leitores mais assíduos devem se lembrar que alcancei a luz e a sabedoria plena em janeiro, solucionando os dois últimos mistérios da tecnologia, a lembrar: o funcionamento da pistola do máster system e o como a pasta de dente continua saindo com listras, mesmo depois de ser apertada. Pois bem, o bom cientista precisa provar seus resultados e isso também vale para os sábios. Foi o que fiz. Cientificamente abri um tubo de pasta de dente para provar para todos os leitores a tese de que há um compartimento especial para a substância que faz as listras, de forma que se pode apertar o tubo, misturando a pasta nele contida, sem que se altere o bonito visual sobre a escova quando a pasta é nela depositada.

Desculpem os mais apressados, mas como todo relatório científico, todas as etapas, instrumentos e observações devem ser registradas para que o experimento possa ser repetido pela comunidade e a tese corroborada.

Em primeiro lugar, os instrumentos. Na foto abaixo há o registro de todos os instrumentos em meu laboratório que poderiam ser úteis nesse experimento.

(foto 1: instrumentos de precisão disponíveis e o objeto de estudo)

Preocupado com a possibilidade de reprodução do meu experimento por alguns de meus pares cientistas menos equipados, me restringi ao uso apenas das ferramentas estritamente necessárias. A faca, a tábua e o saca-rolha. Afinal, a ciência merece comemoração.

(foto 2: instrumentos utilizados)

O leitor atencioso verá na foto a seguir que o tubo de pasta de dente – já praticamente terminado – ainda dava evidência que as diferentes substâncias coloridas de seu interior estavam devidamente separadas, possibilitando a formação de listras quando a pasta é extraída da embalagem.

(foto 3: a boca do tubo)

O método escolhido para o experimento é vastamente aceito pela comunidade, baseado no seminal trabalho de Alfred E. Neuman (1958), consistindo em cortes transversais paralelos, de forma a conhecer a anatomia interna em todas as seções do objeto.

(foto 4: aplicação do método Neuman)

Verá o nosso leitor que, por mais espremido que seja o tubo, sempre resta uma boa quantidade de pasta que não é aproveitada pelo consumidor. Isso é o que os cortes transversais nos mostram: eu imaginava que o tubo já estivesse vazio (não ia desperdiçar um novo!). Por outro lado, não há nenhum sinal de compartimento especial para as listras. Pelo contrário, é evidente que as diferentes cores estão misturadas no tubo.


(fotos 5 e 6: há muita pasta dentro do tubo)

Por fim, o corte longitudinal no bocal do tubo foi a prova final que não existe compartimento especial para a substância que faz as listras. Para espanto da ciência e do conhecimento formal, as evidências todas comprovam que as listras da pasta de dente são ainda um mistério. Apenas uma vontade superior e sobrenatural pode ser responsável pela correta saída de pasta de dente com listras, já que todas as cores estão misturadas dentro do tubo.

(foto 7: o corte no bocal)

O progresso científico deu TILT. O mistério da tecnologia contínua sem solução e eu volto ao estado das trevas. Felizmente, nem toda a ciência foi em vão: sabemos agora que mesmo quando achamos que a pasta acabou, tem mais lá dentro do tubo. Convoco todos os escovadores de dentes que abram seus tubos de pasta e aproveitem até o fim! Talvez isso reduza a pressão inflacionária e evite o aumento da SELIC.

Agradeço a CAPES e CNPq pelo apoio financeiro à essa pesquisa.

Tendo dito, até

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Um dia de Glória



Camaradas,

Estou emocionado. Toda uma vida de busca por respostas se encerrou hoje. Sou um homem completo. Um sábio por inteiro. Eu saí da caverna, vi a luz e a verdade sobre as sombras falantes. Cheguei ao nirvana. Alcancei o reino das idéias! Hoje é um dia ainda maior do que eu anunciei nessa mesma tarde!

Durante intensa pesquisa com o sábio Felix Bueller obtive a resposta para o primeiro grande mistério da tecnologia, sobre como funciona a pistola do master system. Transcrevo a explicação abaixo.

Por ora, anuncio que adentrei uma nova fase: uma era de plenitude. Todas as questões importantes já foram solucionadas e agora pode haver paz.

Esvaziarei um cachorrinho em homenagem a esse dia!

Tendo dito, até!

http://mundoestranho.abril.com.br/perguntaresposta/conteudo_75042.shtml

Como funcionam as pistolas de videogame?
Por Fernando Tió Neto

Henrique Delfino Almeida Alves, Brasília, DF

Muita gente pensa que a tela dos games e arcades é sensível a um disparo de luz da pistola. Errado. A pistola é que é sensível à luz que vem da tela.

A grande sacada é que dentro das armas de brinquedo há um fotorreceptor, um componente eletrônico que detecta raios de luz. Funciona assim: toda vez que o jogador puxa o gatilho da arma, a tela fica preta por uma fração de segundo, exceto o alvo, que continua brilhando. Se o fotorreceptor estiver apontado exatamente na direção da luz emitida pelo alvo - ou seja, se o jogador acertar a mira -, o componente é ativado e manda uma mensagem para o console do game, avisando que o alvo foi detonado. Esse sistema, inventado na década de 1960, é bem preciso: normalmente, os feixes de luz da tela só ativam os fotorreceptores da pistola se a mira estiver a até um centímetro do centro do alvo. Outra coisa: não dá pra "enganar" o videogame. Algum espertinho já deve estar planejando colocar, por exemplo, uma lanterna perto da tela pra burlar o esquema. "Jogando a luz da lanterna na pistola, o console vai achar que eu acertei o alvo. Huahuahua", você pode pensar. Não funciona. Os fotorreceptores usados em games são calibrados para serem ativados apenas por uma certa quantidade de luz - a unidade de medida de luminosidade é o lúmen. Um televisor ou um monitor de arcade emite, em média, 2 000 lumens. Qualquer luminosidade acima ou abaixo desse valor não sensibiliza a pistola. No nosso exemplo de fraude, uma lampadinha de lanterna gera apenas cerca de 500 lumens. Ou seja, o melhor é treinar bem a pontaria. :-D

LUZES, ARMAS, AÇÃO!
Tela do game emite partículas de luz que acionam a pistola do jogador

1- O componente principal de um jogo de tiro fica embutido na saída do cano da arma. É o fotorreceptor, um dispositivo sensível à luz. Enquanto o jogador não puxa o gatilho, ele fica desligado. Na hora do disparo, ele vai ser essencial para detonar o inimigo

2- A tela "normal" que a gente vê nos videogames e arcades exibe animações programadas por computador. Nos jogos de tiro, as animações mais comuns são os inimigos que o jogador deve eliminar. Ao mostrar essas imagens, a tela emite luz

3- Quando o jogador puxa o gatilho da arma para matar um inimigo, a pistola faz duas operações. Primeiro, aciona o fotorreceptor. Em seguida, usando um emissor de ondas de rádio, envia a informação do disparo para o console do videogame

4- Dentro do videogame, um microprocessador recebe a mensagem da arma e envia uma ordem para o programa do jogo. Por um piscar de olhos, o software faz a tela do jogo apagar. A única coisa que continua brilhando é o alvo que o jogador quer detonar

5- Se a arma estiver apontada bem na direção do alvo luminoso, os feixes de luz atingem o fotorreceptor. Quando isso acontece, a arma usa novamente o emissor de ondas de rádio para avisar ao microprocessador do videogame que o inimigo foi abatido

6- Depois de receber essa segunda mensagem, o microprocessador envia outra ordem para o programa do jogo. Desta vez, o software faz a tela do videogame mostrar uma animação com o alvo sendo derrubado e computa os pontos pela pontaria certeira

Mistério da tecnologia é desvendado


Camaradas,

Sempre fui um entusiasta da tecnologia pelo seu caráter dinâmico e transformador, solucionadora e criadora de problemas. A tecnologia me encanta. Como sábio, compreendo o funcionamento de muitas tecnologias e, sempre que um novo fenômeno surge, busco no Conselho explicações para possíveis indagações.

Muitas dúvidas me foram sanadas, mas duas questões pertinentes ficaram sem solução. Eu costumo chamar essas de “grandes mistérios da tecnologia” e lanço o desafio para outros Sábios, ou aspirantes a sábio, para que me expliquem:

1) como funciona a pistola do máster system (videogame ancião)?

2) como as listras da pasta de dentes saem regularmente mesmo se a gente esmaga o tubo?

Pois bem, por anos essas duas questões me tiraram o sono. Foram longas madrugadas estudando, intermináveis debates na academia, muita pesquisa nas bibliotecas mais importantes. Nada. Nada conseguiu elucidar os grandes mistérios da tecnologia.

Até hoje. Que o dia 11 de janeiro seja lembrado como o dia da solução de um dos grandes enigmas da tecnologia. Que seja um feriado nacional! Uma amiga abriu a caixa do saber e de lá trouxe a explicação sobre as listras da pasta de dentes! Fiquei tão emocionado que reproduzo a explicação na íntegra logo abaixo.

Saúde a todos! Vamos brindar ao saber! Resta agora apenas um grande mistério e aquele que conseguir solucioná-lo será alçado à categoria de Sábio, a mesma que recomendo a essa nobre amiga!

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http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI297544-EI1426,00.html

Como conseguem fazer a pasta de dentes com linhas coloridas sem que elas se misturem dentro do tubo?

O segredo da textura colorida dos cremes dentais é a forma de rechear os tubos. Além disto um acessório muito especial ajuda na "tarefa gráfica".

Perto da boca do tubo se situa um anel com dois ou quatro orifícios que deixam sair o gel colorido contido em pequenos compartimentos que ocupam praticamente toda a parte da frente do tubo. Enquanto isto, a pasta branca ocupa a parte traseira.

Uma vez criado o tubo com seu bocal diferenciado é hora de colocar seu conteúdo. Isto é feito pela parte de trás e não através do bocal, recheia-se pela parte inferior do tubo, selando a continuação.

Primeiro é introduzido o corante ou gel que vai para o compartimento especial que mencionamos antes. Depois, se introduz a pasta de dentes. Esta vai pressionar o corante quando apertamos o tubo. Assim a massa é impulsionada para o bocal de saída, onde ganha as linhas de cor através dos orifícios, formando a pasta rajada que nos é tão familiar.