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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Telemarketing

Camaradas,

A existência é algo que me fascina. Sempre penso nos motivos lógicos e naqueles sobrenaturais que a explicam. Prefiro fugir da lucidez e não concordar que seja mera obra do acaso. Prefiro acreditar que existe um sentido.

Não conheço ninguém que goste de telemarketing. Mesmo assim, eles continuam existindo. Devem fazer bem. Ou então eu talvez não conheça gente suficiente.

Explico. Sou adepto da teoria de que tudo que faz mal é bom, se não não exisitiria. E, complementarmente, tudo que é ruim faz bem. Pense no brócolis: faz bem, mas é sem graça. Porque faz bem as pessoas comem. Se fizesse mal, ninguém ia se dar o trabalho de comer.

É como terra. É ruim e faz mal. Ninguém come.

Ou bisteca: é bom e faz mal. Porque é bom, as pessoas arcam com as consequências de que faça mal.

O telemarketing, portanto, já que existe deveria ou fazer bem ou ser gostoso (ou os dois). Há algo realmente errado na existência desse negócio...

Mas descobri que algumas pessoas fazem o telemarketim ser ao menos divertido. Lá vai:



Tendo dito, até!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Reflexões teológicas – Parte III

Camaradas,

O tempo é o melhor amigo do sábio. Com o tempo, o sábio pode aumentar sua sabedoria. Seja com reflexão, seja com vivências, seja por uma iluminação divina. Normalmente, uma combinação complexa entre essas e outras fontes de sabedoria. Pois bem, compartilho com vocês algumas novidades sábias.



Durante as festas de final de ano fui agraciado com duas importantes lições. Bêbado, me expus a uma grande quantidade de situações perigosas, como piscinas, trampolins, balanços e galhos de árvores. Meus objetos pessoais também foram colocados sob perigo. Felizmente, não tive nenhum arranhão. Nenhum celular molhado. Nenhum óculos quebrado. Deus efetivamente protege os bêbados, desde que a Ele seja oferecido um trago. Baco é foda. Essa foi minha primeira lição.



Mais sóbrio, dias depois, decidi fazer uma boa ação para pagar meus pecados de 2008. Ao passear por uma bucólica estradinha, vi uma ovelha – a criatura favorita de Deus depois das Baratas – béééérrando tristemente pois além de presa por uma corda, estupidamente deu contínuas voltas numa árvore se auto-amarrando e se privando de qualquer possibilidade de movimento. Inspirado pelo Pastor, aquele que dedica sua vida aos outros, desprovido de auto-interesse, totalmente altruísta, percebi que ali estava minha grande oportunidade de redenção.

Animais belos e peludos como são as ovelhas precisam ser conduzidos para a terra prometida. Atividade divina na Terra, o pastoreio sempre me fascinou. Feliz e satisfeito por ter uma brecha na vida pecadora, tomei a pobre ovelha pelo laço e dei várias voltas na árvore, como se fosse uma brincadeira de roda, ou uma dança circular celta, de forma a soltar os nós que o inteligente animal tinha produzido.



Grata pela minha bondade, ao ver-se livre a criatura de Deus não hesitou em sair rapidamente a correr. E como correm as bichinhas! Com isso, ela esticou a corda até que esta raspasse por toda minha perna, mutilando meus membros e me deixando severamente avariado. O sangue correu por minha pele e ao regar o solo percebi que paguei por meus desvios de conduta.

Eis que ficou clara minha segunda lição: jamais ajudar autruistamente qualquer ser estúpido que esteja em apuros. A bondade é punida por Deus com mutilação. Veja, por exemplo, o caso de seu próprio filho. Devemos, pois, nos manter devidamente ébrios.

Tendo dito, até!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

L’acqua fa male, il vino fa cantare!

Camaradas,

Sabemos todos que água faz mal. Contém uma quantidade desagradável de micróbios, bactérias e outros bichos estanhos e invisíveis. A boa saúde recomenda a esterilização. A sabedoria recomenda o vinho, afinal a verdade mora no vinho.

Hohoho, feliz natal. A família Josemberg, apesar de suas origens hebraicas, tem também tem um pezinho na Sicília. Digamos que nesses tempos natalinos poderíamos ser chamados de Josemberbergone, é uma grande festa. Aprende-se muito nessas ocasiões e eu gostaria de repartir com todos os leitores um pouco da sabedoria tradicional desse evento.

Com as mudanças climáticas por causa do aquecimento global, o calor e as brisas frescas se misturam trazendo resfriados, tosses e coceiras na garganta. Senhora minha avozinha sempre me ensinou (ah, a sabedoria dos anciãos) que para curar dor de garganta o melhor é um gargarejo com uísque. E como uísque bom não se deve jogar fora, ensinou a sábia velhinha que deve-se aproveitar que o uísque está na boca e butalo via. Correto.

Deus protege as crianças e os bêbados. Graças a Ele, e sua preferência por essas categorias, estou aqui escrevendo para vocês. Deixo na seqüência algumas fotos da festa de natal.

Tendo dito, até!


Zio Roberto, coçando os bigodes.


Eu, Zara Borborena, e meu irmão (que já está ficando careca).


Famiglia Josembergone


Zio Roberto, depois de comer umas laranjas, quis descansar no carro.


Papai Noel presenteou Albertino, o queridinho da vovó, com um peixe...


... inspirado, Albertino arranca as roupas rapidamente para pular na piscina.


Zio Roberto me ensinou: "sabe meu filho, não há nada que o azeite não consiga melhorar".


Esse Zio! Um brincalhão!



As crianças fizeram uma brincadeira de mal gosto com Zio Alfredo...

... fizeram ele dormir junto com o cavalo-de-estimação...

... ele ficou bem chateado!


Eu ensinando a prima Catarina a dirigir


Eu e Zara conversando


Zara, comigo ao fundo, acompanhado pelos camaradas

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Reflexões teológicas


A vida cotidiana nos ensina coisas que a academia e o estudo formal são incapazes de formalizar. A observação das pequenas coisas é a chave para o entendimento da verdadeira ordem universal. Sim, o caos existe apenas no plano tangível. Há uma ordem superior que harmoniza todas as coisas e garante a continuação da existência.

Alguns (talvez a maioria das pessoas, na verdade) chamam essa ordem de Deus, ou algo similar que arbitrariamente teria construído toda a existência, o universo, os planetas, as coisas, a vida. E, zelando pela continuação da existência, criou um ser à sua imagem e semelhança que dominaria a Terra e as demais criaturas.

Estou falando, evidentemente, das baratas.

Sim, as baratas são as escolhidas. As predestinadas. O objetivo final da evolução. Isso nem sempre é claro para nós humanos, umbigocentrados e orgulhosos de sabermos que sabemos. Nós, sábios que escrevemos nesse blog, sabemos que não sabemos e tentamos espalhar a luz aos demais. Pois lá vai. Façamos o raciocínio lógico-dedutivo:

1) o objetivo da existência é continuar existindo;

2) a ordem superior, por vontade própria, garante o sucesso de sua espécie escolhida, de seu filho pródigo;

3) as baratas existem tal como são hoje há mais de 200 milhões de anos e são biologicamente preparadas para continuarem existindo pelos próximos 200 milhões, haja o que houver, aconteça o que acontecer.

É muito simples! A vontade superior, ao mexer os pauzinhos em favor dos seus favoritos, é a própria evolução: o ente selecionador!

Depois que esse pensamento se completou, tudo a minha volta ficou claro. A própria existência humana é uma maneira inteligente de garantir a continuidade da existência das baratas, através do nosso lixo doméstico e outras melecas que produzimos. Antes de nós, porém, as baratas existiam felizes com outras fontes de alimento e assim será depois de nós. Está tudo no Grande Plano.

A barata é a criatura favorita do reino dos céus! Felizmente, para consolo dos humanos, a barata é mentirosa e vai dar com os burros na água:

A barata diz que tem sete saias de filó.
É mentira da barata ela tem é uma só.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem é uma só!
A barata diz que tem um anel de formatura.
É mentira da barata ela tem é casca dura.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem é casca dura!
A barata diz que tem uma cama de marfim.
É mentira da barata ela dorme é no capim.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela dorme é no capim!
A barata diz que tem um sapato de fivela.
É mentira da barata o sapato é da mãe dela.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
O sapato é da mãe dela!
A barata diz que tem o cabelo cacheado.
É mentira da barata ela tem coco raspado.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem coco raspado!