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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cerejas

Camaradas,

Depois de um monte de coisas difíceis, a primavera está - ao seu jeito - sorrindo pra mim. Estou surpreendentemente de bom humor. Apesar disso, lembrei o motivo pelo qual eu não gosto de cerejas.



Tendo dito, até

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Mulher na Janela



Por que a mulher na janela?
Na janela, ela está sendo mulher.

Quem ela espera?
Será que é a volta do amado, ou a aparição do príncipe salvador?
Que sonhos ela guarda?
De quem se protege?
Quais esperanças ainda tem? E quantas outras já perdeu?
Por que olha tão distante? Ou então tão acanhada?
Por que na janela?

Uma mulher na janela é sempre uma mulher.
Um tanto melancólica, um tanto triste.
Um tanto sensual. Um tanto ideal.

Na janela, está sendo mulher.

domingo, 23 de agosto de 2009

Noite Musical

Camaradas,

Há momentos que a gente se expressa mal. Felizmente as artes sempre nos ajudaram com essa ingrata tarefa.

Vai aí uma música delciosa, tradicional, gravada e regravada por muita gente. Mas poucas versões têm a carga emocional que Jo (ou talvez Cinderella?) conseguiu atingir. E isso porque ela era uma grande comediante!

Ei-la:


Ah... tendo ouvido, até!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Canetas

Camaradas.

De quando em quando falamos por aqui de amor. E os sábios, como todos os humanos, não conseguem racionalizar o amor para coloca-lo em prosa. Mas também podemos falar do amor em sua versão um pouco mais física, sua vertente mais carnal, o sexo. Este, sem dúvida, é mais descompromissado, mais livre, mais libidinoso.

Mas pra falar disso, antes da novela, precisamos de uma versão mais poética. Mais escolar. Para comemorar a volta às aulas depois da gripe dos porquinhos.



Tendo dito, amado, sonhado, amado de novo, até!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The World is Not Enough (1999)



Camaradas,

Com tempo sobrando, retomo a empreitada há muito deixada em posição de espera para comentar este que é um dos filmes que menos gosto de toda a série. Jimmy está sério demais. Talvez essa tarefa de salvar o mundo lhe seja muito estafante.



Pra começar, não gosto dos vilões. O mais mau de todos é um terrorista apaixonado que faz as coisas por amor. Se mata por amor – e destruirá a ordem mundial por amor. Tudo para deixar sua amada mais rica e poderosa.


Você é mau. E eu sou do bem. Mas temos uma amiga em comum.


Modalidades heterodoxas de amor

A vilã é uma delícia. Muito má. Suas motivações não são muito convincentes, mas a deixam intensamente sexy. É uma patricinha que quer dominar o mundo e, como boa patricinha, joga seu charme para convencer seus namorados (Bond e o Vilão) a brigarem entre si. Uma luta de machos alfa em busca de sexo que implica também na destruição ou não do mundo. E talvez o mundo não seja o bastante.


"Oi, eu quero dominar o mundo. Me ajuda?"

Há outros elementos interessantes no filme. A presença de Valentin Zukovsky, o ex-expião fanfarrão soviético, é sempre hilária e providencial. Dessa vez ele gerencia uma empresa de caviar e um cassino. Muito justo.


Quer dar uma volta?


Destaque para a despedida de Q, que já velhinho dá as últimas lições ao nosso herói e anuncia seu substituto, o engraçado John Cleese do Monty Python. Logo depois das filmagens, Desmond Llewelyn teve um trágico acidente de carro. Saúde!

São as mulheres as responsáveis pela queda de um homem. No caso, uma graça de moça (Maria Grazia Cucinotta) se explode no balão e faz James quebrar duas ou três costelas. Então, nosso adorável sedutor tem a chance de subornar uma fisioterapeuta atenciosa, com a carne bastante aquecida, srta. Molly Warmflash, que o liberara para o serviço mesmo com dores nas costas.

A melhor personagem, por fim, é de longe a engenheira-física-nuclear-gostosa-independente-e-ao-mesmo-tempo-frágil-e-carente interpretada por Denise Richards, nossa grande musa de adolescência (ah, que garota selvagem!). É praticamente um presente de natal.


"Você me explicaria o princípio da combustão expontânea?"

Felizmente, James Bond consegue salvar o mundo, mais uma vez, e nos divertir com cenas impressionantes. As melhores são a corrida de lanchas no tamisa e a cena dentro do oleoduto. Felizmente, com esse filme acaba a década de 1990, os tempos mais caretas da humanidade.

Tendo dito, até!


que bom que o mundo não acabou!

terça-feira, 28 de julho de 2009

A vida em rosa

Camaradas,

É, pois é, você nunca fará um santo de mim!



Tendo dito, até!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Está tudo bem...

Camaradas,

A beleza merece ser louvada!



Tendo ouvido, até!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hoje vou dormir sem você.



Sem seu cheiro.

Sem seu carinho.

Sem seus olhos.

Sem seu corpo.

Sem seu sexo.

Mas com você na minha lembrança. Minha memória criativa.

sábado, 13 de junho de 2009

A dificíl arte de encantar

Camaradas,

É difícil encantar uma mulher. Não basta a paixão. É necessário ter técnica. Foi o que eu aprendi - sim, sábios aprendendem - com o seguinte vídeo. Trata-se de um questionário interativo que testa nossas habilidades. É muito útil...



Tendo recomendado, até!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Perfume de Mulher

Camaradas,

A paixão é o que move os homens. E os grandes homens, os mais apaixonados, inspiram todos os outros que querem uma vida de virtude.

Fiquei muito sensibilizado com os comentários ao post sobre “tango ”, de ontem. Ao que parece, o sensual embaraço dos corpos dançantes emociona a todos.

Além disso, percebi que nossos leitores gostam muito do filme “Perfume de Mulher”. Sim, é um grande filme. É todo um conjunto de lições para jovens garotos que sonham com um futuro brilhante, como homens e como amantes.

Eis o trailer. Sempre achei que os americanos sabem fazer melhores trailers do que filmes. É verdade. Vejam esse! O rapaz apenas queria um emprego...




Selecionei algumas cenas imperdíveis, além do tango, que postei anteriormente. A primeira, inesquecível, é a da Ferrari. Qualquer homem quer fazer isso. É másculo. A aparição da machina rossa é quase tão sensual quanto uma dança de tango. É quade uma metáfora da relação do homem com uma mulher: no começo ele aprende. Depois acelera e se diverte! E só então o homem decide "dobrar" a moça... Ficar sem a visão, o sentido mais fácil de todos, deve tornar os outros muito mais apurados.



Por fim, a cena final. O discurso é bonito, empolgado. Tem uma conclusão emotiva, como todo bom filme americano. O veredicto é seguido por uma musiquinha e salva de palmas que pode arrancar lágrimas dos mais sensíveis. É um grande final. Hoo-haaa! (Atenção para a frase “thank you! are you married?”. Coisa de galã. Ele pode.)



Mas para os sábios de maior idade, ou mais ampla vivência, deixo outros trechos cinematográficos que farão a memória voar. Profumo di Donna, de 1974. Uns quinze anos antes de Al Pacino, Vittorio Gassman havia interpretado o mesmo personagem com maestria. Numa versão mais depressiva, européia, acompanhado por Cláudia Cardinale. Coisa divina.

Vejam esse belo arranjo:



“Já vi sua mulher algum ano atrás, numa casa de prazeres chamada ‘confusão’”... e depois dá uma porrada no cara errado!

E, pra terminar, a belíssima, trágica e profunda cena final:


No Brasil o outono está chegando. Mas na Europa é a primavera que faz cantar os pássaros e desabrochar as flores... até os sábios sentem!

Tendo dito, até!

domingo, 22 de março de 2009

Tango

Camaradas,

De quando em quando minha sabedoria fica menos racional e mais passional. O tango é a coisa mais sensual que nossos hermanos do sul inventaram. Enquanto as letras são de uma simplicidade humilde e profunda, como nosso samba, a dança é sublime.

Selecionei aqui algumas demonstrações. Primeiro o filme "Tango", de Carlos Saura.





Mas temos também a clássica cena do Al Pacino cego (eu prefiro o filme anterior, com o Vitorio Gasman, mas essa censa do tango, junto com a da Ferrari fazem a nova versão valer a pena). Coloquei aqui a versão longa, desde o comecinho, que inclui o chaveco sensacional.



Para terminar, uma sequência com muitas, muitas mesmo, Monicas Beluccis...



Tendo dito, até!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Registros numéricos

Camaradas,

2008 foi um grande ano para a economia brasileira e para o blog dos sábios.

Foram 100 posts.

E teve um dos sábios que pontuou 20 vezes.

Impressionante.

tendo dito, até!

Adeus à Joaninha

Camaradas,

Hoje terminei meu mais longo relacionamento não-co-sanguíneo (como será a grafia correta dessa expressão na nova regra ortográfica?). Sinto certa tristeza por saber que não mais encontrarei a formosa dama de vermelho, com quem compartilhei minha rotina, horas longas dos meus dias. Com ela, fui conhecer lugares distantes e me aventurei por caminhos inóspitos (clique aqui para ler uma dessas histórias interessantes).


Joaninhas se divertem sem preocupações com a vida e opinião alheia

Acabou. Como tudo na vida, uma hora acaba. Prefiro as boas lembranças à lamentação. E faço aqui todo meu carinho a ela, às marcas que deixamos um no outro e meu desejo que seja bem sucedida em sua nova vida.
Joaninha é um nome de batismo recente. Na verdade antigamente ela tinha um viés mais masculino e era conhecida como tequilamóvel, dada sua preferência clara por tequila ao invés de gasolina.


Tequilamobile: o primeiro off-road 1.0 do mundo


Era dotada de um dispositivo único e muito prático, o exclusivo botão “foda-se”. Seu acionamento libertava-a para realizar qualquer atividade, transgredir qualquer regra, moral ou bom costume. Mais que isso, tocar o “foda-se” permitia atrapalhar os outros, incomodá-los, sem ser reprimido por isso. Quase como uma imunidade parlamentar, só que sem exigir o trabalho de ser eleito.

Vá e seja feliz!

Tendo dito, até!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Férias em Londres

Camaradas,

Volto descansado de alguns dias em Londres, a eterna capital do mundo. Compartilho com vocês algumas memórias.

Tendo dito, até!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Goldeneye (1995)



Depois de seis anos ausente, 007 retornou. Uns achavam que não tinha mais sentido continuar com a série, depois da versão bruta e cult dos tempos de Dalton. Outros achavam que o fim da guerra fria e da URSS também tirariam o sentido de continuar com o personagem. Estavam todos errados. Bond precisava apenas de sangue novo. E conseguiu.


"You were expecting someone else?"


Cena memorável, Bond dirigindo um tanque nas ruas de São Petersburgo (Leningrado, nos bons tempos)

Pierce Brosnan incorporou Bond magistralmente. Reuniu características de seus antecessores e – num movimento antropofágico – criou sua própria versão, atualizada para os anos 1990. De Connery, buscou o humor. De Lazemby o sorriso. De Moore a elegância e o toque playboy. De Dalton, a violência e frieza.


"So, you are always On a Top of things?"


Reloginhos hi-tech: versão dos anos 1980 e 1990.

Foi o primeiro filme que assisti no cinema e gostaria de registrar que é, possivelmente, meu favorito. Vários elementos da trama baseiam-se nos frangalhos do fim da guerra fria, explicitamente. A traição, a vingança e os objetivos megalomaníacos dos vilões continuam presentes. As cenas de ação, os cenários pelo mundo e a tecnologia sempre surpreendente. (Nota de curiosidade: era o começo da Internet, e há muito entusiasmo com suas possibilidade. A mocinha pede um computador com modem de 14.4 kbps...).


"Hello, James!"


As mulheres... ah... faltava a Dalton certa cafajestagem. Bronsnan é um cafajeste elegante. Algo mais próximo de Moore, que tratava as moças com carinho, do que pra Connery, que as descartava como se fossem lenços usados. Nesse filme, Bond começa com uma perseguição adorável nas montanhas ao redor de Monte Carlo, acompanhado por uma doce inglesinha. Dirigindo um Aston Martin 1965 (igual do Goldfinger), 007 persegue uma Ferrari dirigida por uma russa ninfomaníaca (amiga do vilão) que mata as pessoas durante o ato de fornicação. É muito divertido. No fim, Jimmy abre um compartimento-geladeira do carro abastecido com uma boa garrafa de champanhe.


GirlPower: mulheres fora da cozinha.


"I am invinceble!", dizia o vilão congelado.

A vilã russa, Xênia Onatopp (sempre nomes curiosos) é conhecida depois, numa sauna. Mas quem se destaca mesmo é a bondgirl programadora de computadores, Natalya Simonova, que trabalha no programa espacial secreto russo. Ela faz um estilo mocinha durona e ainda com certo ar maternal (quando dá bronca em 007 e ex-006: “Stop! You look like boys with toys!”). Em outra cena, sai perguntando questões psicológicas de Jimmy, quanto a sua natureza fria e violenta.


"Você será reprovado no teste de direção, James."

As novidades também incluíram uma nova Miss Moneypenny, interpretada por Samantha Bond, e uma nova M (sim, uma mulher!), Judi Dench. Eu gosto da combinação. O bom e velho Q continuou interpretado por Llewelyn.


"Ela programa computadores, lava, passa e nas horas vagas ainda arruma a cama"


Louis Maxwell e Samatha Bond, posando na frente do Aston Martin

Feliz Aniversário!


Camaradas,

Há exato um ano, o grupo dos sábios se reuniu com um objetivo nobre: permitir que o resto da humanidade pudesse compartilhar um pouco de nossa sapiência. Eis que esse blog foi criado e desde então é atualizado com a fronteira de tudo aquilo que é sábio.

Parabéns por um ano de divulgação de nossa sabedoria eterna. Parabéns aos sábios que dedicaram momentos de suas vidas a esclarecer a realidade para o resto do mundo. Obrigado a todos os leitores, e leitoras, que acompanham nossa publicação.

Viva a sabedoria!

Um Brinde!

Aos Povos!

tendo dito, até!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Bem vindo, Pepe!

Camaradas,

Gostaria de registrar que o clube mais seleto da humanidade acabou de admitir mais um membro, Pepe Baker, um sábio que dispensa apresentações.

Pepe nos iluminará com toda sua sabedoria nos assuntos mais importantes da humanidade, com destaque para a música e as mulheres.

Como registro de boas vindas, dedico-lhe (e autorizo a todos os não-sábios que também assistam) essa pequena peça musical que reflete todo o espírito de integração latinoamericana dos anos 1990.

(clique aqui pra assistir)

Bem vindo!

Tendo dito, até!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Thunderball (1965)



Vinho, frio úmido de início de primavera paulistana. Eu no cobertor e James Bond fica quase o tempo todo pelado. Seja na companhia de mulheres, seja apenas de sunga dentro da água. Para completar, há também o conjunto das alternativas, numa bonita cena de amor debaixo d’água.


Esse é o filme de maior sucesso de bilheteria da série. Grandes cenas, brinquedinhos, o clássico Aston Martin, mulheres sensacionais, e um vilão bem mau com bombas atômicas seqüestradas chantageando o mundo livre.

O pavor atômico é a marca desses anos e será recorrente na temática de Bond. A solução pacífica da crise dos mísseis em Cuba, entre o para-sempre-queridinho Kennedy e o revisionista Krushev, porém, forçou a criar vilões não alinhados com os soviéticos.

A SPECTRE é uma organização muito curiosa e doentia, já que fica fazendo planos complicados e arriscados para conseguir dinheiro. Destaque-se que é nas Bahamas que vive o vilão, numa bela casa com uma piscina com tubarões. Os vilões deviam aprender com alguns empresários brasileiros que conseguem chantagear governos e ficar ricos em negócios legalizados sem precisar de bombas e lasers.

Falemos das mulheres. E quantas!

Na clínica de recuperação, Jimmy já se entende com a massagista, a bela Molly Peters. Uma moça moderna como seu tempo, com o início da era do rock’n’roll e da liberdade sexual.

Fiona Volpe (Luciana Paluzzi, sempre as italianas...) é uma assassina da SPECTRE que tenta matar 007 mas acaba em sua cama. Mesmo sendo a sexy e bem resolvida pilota de motocicleta com metralhadoras, ela fica ofendida ao saber que Jimmy “não sentiu nada, fez apenas por motivos profissionais”. Ela deve ter ficado magoada com o comentário deselegante e tenta reatar relações com o agente durante uma dança no carnaval caribenho. Bond, que não gosta de manter suas mulheres vivas por muito tempo, usa ela de escudo contra um atentado durante a dança.


A mocinha mesmo da história é Domino, namorada do vilão, que Bond conhece durante um mergulho (Claudine Auger). É típica boa-moça, não fosse um pedaço de mau caminho já percorrido. Ao longo do filme ela percebe que o namorado é do-mau, além de muito feio, e faz a troca racional.



Por fim, há a assistente de 007, Paula Caplan (a morena Martine Beswick). Não dá pra entender muito quais tipos de assistência a moça presta, mas sua presença é suficiente para melhorar o bem-estar.


(logo no começo, Jimmy faz uma saida espetacular, repetida apenas na olimpíada de Los Angeles, com uma mochila-jato)

Goldfinger (1964)



He´s the man with the Midas’ toutch! Muito bem amigos. Esse é provavelmente o mais marcante de todos os filmes de 007. Depois dos dois primeiros, que ainda ensaiavam o estilo e não contavam com tantos recursos, em Goldfinger definiu-se o que conhecemos como um típico filme de James Bond: muitas cenas de ação, cenas abertas, muitos figurantes e tudo mais. E claro, muitas mulheres e brinquedinhos divertidos.

Falemos dos brinquedinhos. O mais legal que 007 tinha até então era uma maleta bacana. Em Goldfinger ele tem um carrão, o famoso Aston Martin, todo equipado, incluindo um assento ejetável. “You must be joking!”, “I never joke about my job, 007”, responde Q.

E quantas mulheres! A primeira de todas é uma moça do cabaré, sem nome, que ele usa de escudo contra um ataque surpresa. A segunda, é Jill Masterson, que morre pintada de ouro. Logo depois, aparece a irmã, Tilly Masterson – gatíssima – que por ser irmã não poderá entrar pra lista de James, então ela morre antes que dê tempo de um envolvimento, digamos, mais físico. Por fim, a pós-balzaca Pussy Galore (como eu adoro os nomes das bondgirls!).


E são todas ligadas de uma forma ou de outra ao vilão da história, o doido e milionário Auric Goldfinger que, apesar de inglês, parece uma mistura de holandês com alemão (daria um dinamarquês?). Vilão tão estranho que dá umas três ou quatro chances pra 007 continuar vivendo. Incauto!

Jill é a “acompanhante” do sujeito e – evidentemente – não resiste ao charme de Sean Connery. Como recompensa, é pintada de ouro e morre.


Tilly quer vingar a morte da irmã e acaba se aproximando de 007. Acaba levando um chapéu no pescoço e morre. Um desperdício. Aliás, chapéu que já virou clássico, lançado por Oddjob, um coreano mudo e risonho.

(pobrezinha, não deu tempo de conhecer melhor o 007)

Três notas importantes, antes da próxima mulher: nesse filme James Bond não usa chapéu em nenhuma cena. É o fim da moda. Ele apenas lança o chapéu para o cabide quando visita M, mas na saída não o encontra de volta. Os chapéus nunca voltaram à moda masculina, o que é muito lamentável. Outro destaque é que Goldfinger tem um exército de coreanos ao seu dispor. Não sei como ele conseguiu levar todos esses paramilitares pra dentro dos EUA sem ter problemas na imigração. Os curiosos notem que é nesse filme que Sean Connery fala pela primeira vez a frase “shaken, not stirred”, para a forma de preparar seu drinque de vodka e Martini (Dr. No e um barman fazem também referência a esse estilo, mas não são palavras pronunciadas pelo próprio 007).

Chegamos a ela, Pussy. Mulher durona, pilota aviões e está junto com o vilão no plano maligno para zuar o Forte Knox. É uma mulher madura, segura de si, bem diferente do estilo bondgirl. Mas – é claro – mudará de lado depois de se aventurar com James numa tarde de prazer no feno. Essa não morre.



Para além das coisas divertidas e impecáveis desse filme, há a curiosa preocupação com o padrão-dólar-ouro então vigente, o sistema de Bretton Woods. O plano do vilão é explodir uma bomba nuclear no Forte e tornar o ouro americano (que lastreava o dólar) inutilizável, o que levaria a um aumento no preço do ouro. Como Goldfinger tinha muito ouro, ele ficaria ainda mais rico. Mal sabia ele que alguns anos depois, Nixon geraria o mesmo efeito com apenas uma canetada, sem precisar implodir o Forte Knox...

O deleite dos filmes dos anos 1960 é a forma explícita que a natureza canalha e bêbada de James Bond é retratada. Com a elegância que só Sean Connery seria capaz. Ele está o tempo todo fumando, bebendo e soltando as cantadas mais chulas para as mocinhas. E mesmo assim ele salva o mundo!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

From Russia with Love (1963)

Camaradas,
Uísque, uma boa cigarrilha Romeu e Julieta e um pouco de pistache. Harmonizou bem com esse excelente segundo filme da série. O enredo é uma certa palhaçada: a SPECTRE, pra vingar a morte do Dr. No, coloca uma russa deliciosa de isca para pegar James Bond. O pretexto para aceitar a missão é roubar uma máquina decodificadora soviética, aproveitando que Jimmy “não está ocupado no momento”.

(Abaixo, a foto que 007 recebe de isca, fica difícil recusar uma visita à Turquia, por mais que pareça trote. E naquele tempo nem dava pra entrar no Orkut e conferir as comunidades da pretendente).



O mais legal do filme é que não há nenhuma cena na Rússia. Quase tudo se passa na Turquia, a antiga fronteira tensa entre o mundo socialista e o capitalista. Praticamente a Cuba européia. O vilão, felizmente, não é soviético, mas a organização criminosa Spectre. Tem lá uns russos (o jogador de xadrez é a cara do Putin) e também uns alemães, incluindo o vilão casca-dura que luta com Bond no trem. Aliás, Bond só percebe que ele é um vilão depois que decide misturar vinho tinto com carne branca. Um erro imperdoável nos anos 1960, mas uma mistura que poderia ser feita com tranqüilidade nos dias de hoje.


Um monte de turcos morrem só pra que 007 consiga fisgar a isca, a bela Tatiana Romanova (interpretada pela miss Itália 1962, Daniela Bianchi). É uma tristeza o tamanho de seu egoísmo. Mas é uma alegria o sorriso da moça.

Mais divertida é a cena com os ciganos, com duas mulheres brigando pra ver qual casará com o filho do chefe. Na briga, só faltou o gel ou a lama. É bem divertida mesmo. No final, Bond salva a vida do chefe cigano e passa a ser considerado “seu filho”. Por isso, pede que as moças parem de brigar. Para resolver o conflito, então, ele se tranca numa barraca com as duas, para uma avaliação de desempenho. No total do filme, Sean Connery se dá bem com quatro belas moças, incluindo um "assunto do passado" que ele resolve logo no começo do filme, depois de atender a um celular primitivo.

Pra fechar, a foto do encontro entre James e Tatiana, apropriadamente vestidos e com os devidos instrumentos para garantir um sexo seguro.
Tendo dito, até!