segunda-feira, 23 de março de 2009

Perfume de Mulher

Camaradas,

A paixão é o que move os homens. E os grandes homens, os mais apaixonados, inspiram todos os outros que querem uma vida de virtude.

Fiquei muito sensibilizado com os comentários ao post sobre “tango ”, de ontem. Ao que parece, o sensual embaraço dos corpos dançantes emociona a todos.

Além disso, percebi que nossos leitores gostam muito do filme “Perfume de Mulher”. Sim, é um grande filme. É todo um conjunto de lições para jovens garotos que sonham com um futuro brilhante, como homens e como amantes.

Eis o trailer. Sempre achei que os americanos sabem fazer melhores trailers do que filmes. É verdade. Vejam esse! O rapaz apenas queria um emprego...




Selecionei algumas cenas imperdíveis, além do tango, que postei anteriormente. A primeira, inesquecível, é a da Ferrari. Qualquer homem quer fazer isso. É másculo. A aparição da machina rossa é quase tão sensual quanto uma dança de tango. É quade uma metáfora da relação do homem com uma mulher: no começo ele aprende. Depois acelera e se diverte! E só então o homem decide "dobrar" a moça... Ficar sem a visão, o sentido mais fácil de todos, deve tornar os outros muito mais apurados.



Por fim, a cena final. O discurso é bonito, empolgado. Tem uma conclusão emotiva, como todo bom filme americano. O veredicto é seguido por uma musiquinha e salva de palmas que pode arrancar lágrimas dos mais sensíveis. É um grande final. Hoo-haaa! (Atenção para a frase “thank you! are you married?”. Coisa de galã. Ele pode.)



Mas para os sábios de maior idade, ou mais ampla vivência, deixo outros trechos cinematográficos que farão a memória voar. Profumo di Donna, de 1974. Uns quinze anos antes de Al Pacino, Vittorio Gassman havia interpretado o mesmo personagem com maestria. Numa versão mais depressiva, européia, acompanhado por Cláudia Cardinale. Coisa divina.

Vejam esse belo arranjo:



“Já vi sua mulher algum ano atrás, numa casa de prazeres chamada ‘confusão’”... e depois dá uma porrada no cara errado!

E, pra terminar, a belíssima, trágica e profunda cena final:


No Brasil o outono está chegando. Mas na Europa é a primavera que faz cantar os pássaros e desabrochar as flores... até os sábios sentem!

Tendo dito, até!

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