
Camaradas,
Retomo neste post a seqüência de comentários sobre os filmes de James Bond, que há muito estou me propondo. Os filmes da era Brosnan são muito especiais para mim, como já comentei, porque os vi pela primeira vez no cinema. Mais que isso, refletem a cultura – e a tecnologia – dos anos da minha perdida juventude.
"Parece carro de tiozão, mas tem opcionais popozudos"
Tomorrow Never Dies é o segundo filme com Pierce. Finda a guerra fria, provou-se que o mundo, a liberdade e a Rainha ainda corriam risco e, por isso, Jimmy ainda tem um lugar ao sol. A temática remete imediatamente aos filmes mais antigos, com um vilão psicopata que, mesmo já dispondo de uma gigante organização empresarial (que lhe garante recursos) inventa um plano mirabolante para desestruturar a ordem mundial. Nesse caso, é um empresário da mídia, dono de jornais, televisões e satélites, que decide criar um incidente entre a marinha britânica e chinesa que levaria a uma guerra de proporções catastróficas. Aparentemente, o vilão não quer dominar o mundo, mas apenas vender mais jornais...
"Se eu não fosse doido, não teria filme!"
Isso é um navio
As referências ao passado são várias. Em especial ao filme “You Only Live Twice”: há um vilão maluco que envolve uma crise mundial entre a velha potência e o país emergente. Nos anos sessenta era o Japão. Nos noventa é a china. (Cabe uma nota: no filme “You Only Live Twice” o vilão é na verdade uma organização chinesa, mas não há referência clara sobre isso. O interlocutor é sempre japonês).
"A gente vai se falando..."
A cena final, que no filme de Connery acontecia dentro de um vulcão-base-espacial, no novo filme acontece num navio stealth, invisível a radares. A semelhança estética é impressionante. Além disso, James se engraça com uma mocinha do país oriental nos dois filmes. Dessa vez é com uma chinesinha muito simpática do serviço secreto. 
Levando o gigante vermelho na garupa, sem capacete
Outra referência aos antigos filmes é a relação de 007 com as mulheres. Além da chinesinha, James revive um caso da juventude dormindo com a esposa do vilão. E, lembrando Connery e principalmente Moore, há uma cena inicial de Jimmy “praticando línguas estrangeiras” com uma professora atraente...
No mundo globalizado é importante saber falar holandês.
Um último comentário é sobre a tecnologia. Outro dia eu li uma crônica interessante sobre como os celulares substituíram o cigarro como hábito geral: as pessoas saem dos aviões, dos escritórios e cinemas e logo ligam o telefone, já que não têm mais cigarros. A quantidade de modelos dos telefoninhos serve para dar alguma elegância que outrora foi conferida por cigarros. Com James Bond não é diferente. Em 1997 os telefones celulares dominaram o mundo e, no caso do MI6 o telefone serve também para dirigir carros. A seqüência de perseguição com um carro de controle remoto é sensacional.
"Mãe, eu também quero um carro desses!"
Tendo dito, até!
domingo, 22 de março de 2009
Tomorrow Never Dies (1997)
por
Carlos Josemberg
às
11:44
Tags: 007, carros, celular, China, James Bond, pierce brosnan, tomorrow never dies
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Um comentário:
Caro Josemberg,
Seus posts sobre 007 são muito interessantes. Mas gostaria de registrar que eu não sou lunático. Nem psicopata. Nem neurótico.
Sou apenas um jornalista.
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