Camaradas,
Bons tempos aqueles que o povo ia às ruas quando estava insatisfeito. Seja com injustiças sociais, regimes governamentais, medidas descabidas... Qualquer coisa assim.
Lembram-se das Diretas Já? Ou do fora-Collor? fora FHC-FMI? Ou das mães de maio, ou dos panelaços argentinos?
É, agora a moda é ir às ruas por causas mais nobres. 
reparem que um potencial candidato a namorado não está se lixando para o movimento e dorme em paz
Hoje aconteceu no Rio (e domingo acontecerá um semelhante na capital, não percam!) a passeata das Sem-namorado. Uma causa muito preocupante. Espero que o governo tome medidas e crie o bolsa-namorado.
Não fui. Mas pelas fotos da imprensa, parece que o mercado de namoros é realmente eficiente.
Parece também que acabou virando uma grande folia carnavalesca. Como tudo por aqui.
Na qualidade de sábio, recomendo o ativismo sério. Eu participo de um movimento que - através do amor - salva a floresta amazônica.
tendo dito, até!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Como a política mobiliza as pessoas
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Mais sobre o Carnaval no Rio
caros Sábios,
O Rio, como se sabe, enche de gringos e gringas neste período do ano. Ontem mesmo havia uma excursão na rua, todos da terceira idade, de boné. Mas será que eles sabem onde ir ou são simplesmente enganados pelas agências de turismo?
Às vezes é necessário um guia competente para mostrá-los do que é feito o carnaval no Rio.
Sem mais delongas, deixo-os com Arnold Alois Schwarzenegger, em sua passagem inesquecível pelo país do carnaval.
A primeira noite de um homem

Camaradas,
Há poucas coisas tão emocionantes como a primeira noite. É um teste. É como um ritual de iniciação a uma nova vida. A primeira noite em um novo lar é especialmente importante. É o teste final para a aprovação (ou não) de um longo processo de escolhas, que inicia-se no mercado imobiliário e segue pelas lojas de móveis e colchões.
Finalmente instalado (mais uma vez e, quem sabe, de maneira algo definitiva) na cidade maravilhosa, passei minha primeira noite no novo lar. Água quente ainda é uma novidade. Não se pode confiar nos serviços públicos cariocas. Ar condicionado, por outro lado, é um desejo futuro ainda distante. Por isso, sou obrigado a dormir com as janelas escancaradas. Tem seu lado voyer, admito.
Mas tem também seus encantos. Ontem, a lua minguante me acompanhou, desde seu nascer até sumir no horizonte da janela. Um sinal, um aceno de carinho, de uma cidade linda por natureza (e talvez só por ela) a um migrante insistente.
A felicidade é como a gota de orvalho, hoje logo cedo o sol já a evaporou. Queimando meus pés às 6h20 da manhã. Namorar é sempre um pouco difícil.
Tendo dito, até!
(pra dar um gostinho...)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Carnaval
Camaradas,
Há coisas tão irracionais na humanidade. Sem dúvida as mais belas.
A carne em evidência. A paixão. O fervor. O desejo. O carinho. A admiração. O encanto.
São coisas que sempre estão aí. Mas durante esses dias quentes de carnaval aparecem mais. Ficam mais confusas. Mais difusas. Mais evidentes. Mas à flor da pele.
Só os sábios sabem. Mas alguns ainda estão aprendendo.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Carnaval no Bracarense
Agora que sou um Sábio pleno, livre de dúvidas e indagações – todas sanadas no memorável dia 11 -, aproveito apenas as sensações da existência. Por isso, falarei dos prazeres da vida. Começando hoje pelo Bracarense.
Ah, o bom e velho Braca! Templo da alegria! Lá oramos e fazemos nossas devoções e oferendas a Baco. Deliciados pelos quitutes de dona Ju, incluindo o clássico bolinho de bacalhau e o imperdível bobozinho de camarão, os boêmios lá são felizes. O Braca é lindo porque é o único bar realmente boêmio freqüentado por belas moças de biquíni.
Meu novo objetivo maior de vida é ser chamado pelo nome pelos garçons do Braca. Até o último carnaval era participar do bloco que por lá aparece.
Explico. Nas minhas muitas andanças pelo Braca percebi um simpático velhinho que por lá estava todos os dias. Levava seu próprio banquinho de plástico, para não arriscar ficar de pé e pulava de mesa em mesa, com um copo de uísque. A cada mesa, uma nova dose. Em todas era bem recebido e assim também foi na minha.
Conheci Seu Osvaldo já no sexto chopp, meu, e quinto uísque, dele. Estava vestido com uma bela camiseta do “bloco da terceira idade”. O carnaval se aproximava e logo perguntei do que se tratava esse curioso bloco. “É um bloco carnavalesco como todos os outros, só que não tem bateria, não tem enredo e a gente não sai daqui. A gente senta e bebe”. Fantástico. O melhor bloco de todos. O bloco do Braca! Imediatamente perguntei se eu poderia adquirir uma camiseta daquelas e participar do bloco, mesmo tendo saído da primeira idade apenas há pouco. “Claro, meu filho, terceira idade é um estado de espírito!”.
Tendo dito, até!
Tags: bracarense, carnaval, chopp, terceira idade, uísque






