
Camaradas,
É com grande satisfação que repasso a notícia que vi no Globo, jornalzinho local do balneário decadente: Chico e Alaíde estão de volta, com chope e bobozinhos (além de outros quitutes).
Estou tão feliz que não tenho palavras. Infelizmente vou demorar uns dias pra conferir pessoalmente, mas fica aqui a direção: “Chico e Alaíde”, Av.a Bartolomeu Mitre com a Rua Dias Ferreira. Tel 21 2512-0028.
Tendo dito, até!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ode à Felicidade
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Luz no fim do túnel
Camaradas,
Vi no jornalzinho local uma notícia muito animadora: Dona Alaíde vai abrir um bar com o velho Chico. Será o novo templo. Revigorei meu credo.
tendo dito, até!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Reflexões Teológicas – Parte IV
Camaradas,
Estou inconsolável. Certa vez descrevi o Bracarense como “representação comercial do paraíso”, uma obra divina para que os pecadores terrenos pudessem sentir um pouquinho das benesses da retidão moral e, quiçá, se arrependessem e buscassem redenção. Sim, o Bracarense poderia ser entendido como uma estratégia agressiva de fidelização de clientes.
Registo de um passado perdido. O crédito da foto é de nossa sábia leitora.
O grande ativo dessa empreitada, certamente, era D. Alaíde, das mãos hábeis, que produzia quitutes deliciosos e encantadores. Verdadeiras amostras mundanas dos néctares divinos. O bobozinho e a delicinha de camarão, as especialidades, eram capazes de fazer um homem abdicar de suas certezas, uma experiência transcendental.
Acontece que Deus esqueceu de questões trabalhistas e acho que tudo ia ser feliz. Dona Adelaide saiu do Bracarense, e dizem alguns, abrirá um outro bar. Até lá estamos órfãos. O Bracarense ainda guarda seus encantos, especialmente o sanduíche de pernil. Mas os quitutes perderam sabor, vigor e principalmente amor. O bolinho de catupiri com camarão está mucho. Bobozinho e delicinha não existem mais.
É uma tragédia. Estou pagando até pelos pecados que ainda não fiz...
Tags: adeus, alcool, bracarense, Depressão, Deus, grandes lições, Ressaca, Roger Moore
sábado, 16 de agosto de 2008
Espírito Olímpico
Camaradas,
Preciso admitir que o espírito olímpico também é um excelente paliativo para a chatice do mundo. Estou tão entusiasmado com as olimpíadas que tenho treinado fortemente. Minha categoria é a maratoma, uma prova que exige muito condicionamento e resistência.
Sábado, 2: Bracarense (a tocha olímpica é sempre acesa em Olímpia). Domingo, 3: Nova Capela e Mestiço. Segunda, 4: Sujinho e Real Chopp. Terça, 5: Tasca do Edgar. Quarta, 6: Garota da Urca. Quinta, 7: treino doméstico. Sexta, 8: Treino em Niterói. Sábado, 9: Devassa. Domingo, 10: Semente. Segunda, 11 (a grande estrela): Petisco da Vila, Renascença e Belmonte. Terça, 12: Academia da Cachaça, Bracarense e Jobi. Quarta, 13: Bracarense. Quinta, 14: treino em Copacabana e Democráticos. Sexta, 15: treino em Laranjeiras. Sábado, 16 (hoje!): ...
Tendo dito, até.
Tags: Bar, bracarense, chatice, maratoma, olimpíadas
domingo, 13 de abril de 2008
Reflexões teológicas – Parte II
É evidente que alguns leitores assíduos de nossa sabedoria ficaram um pouco espantados por eu ter indicado a barata – um ser notoriamente nojento – como o escolhido de Deus para reinar sobre a Terra. Reitero que isso é uma dedução empírica livre de arbitrariedades.
Mas o Criador também reservou um lugar especial para os humanos sua segunda espécie favorita. Somos bem-quistos por dois motivos principais: a completa incompatibilidade entre o que pensamos e a forma pela qual agimos e, em menor grau, porque somos muito úteis à sobrevivência e predomínio das baratas na Terra.
Dessa forma, o Criador foi muito benevolente conosco. Criou a baía de Guanabara, o Corcovado, o Pão-de-Açúcar, a Lagoa e um sem-número de composições geográficas e que deram à região um aspecto de Éden. Sim, Ele escolheu o Rio para ser um portal para a felicidade dos humanos.
Infelizmente, ao deixar a livre-iniciativa humana agir, viu seu paraíso tropical ser tomado por uma cidade insalubre e urbanamente desagradável. Deus insistiu. Criou Ipanema. E durante muito tempo ali foi o verdadeiro portal da redenção. Palco da Garota e da bossa-nova, Ipanema foi por um bom tempo o lugar favorito de Deus e dos humanos.
Mas como tudo, demos um jeito de estragar. O bom Deus, então, criou o Leblon – uma espécie de mini-Ipanema livre da proximidade com a – argh! – princesinha do mar Copacabana. Lá o Criador colocou uma representação comercial do paraíso. É como se fosse um estande de vendas de apartamentos novos, onde se pode ver a planta, uma maquete e ficar sonhando com o futuro feliz da sua família num três-quartos-com-dependência-lazer-completo-e-espaço-gourmet. A diferença é que não espírito pequeno-burguês. Falo, é claro, do Bracarense.
Ah, o Bracarense. Lá a eu sou feliz.
Lá sou amigo do Rei. Dona Alaíde é a profeta que traz as palavras de Deus por meio de seus quitutes e delicinhas. O néctar é servido gelado e todos se deliciam com o paraíso na Terra.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Carnaval no Bracarense
Agora que sou um Sábio pleno, livre de dúvidas e indagações – todas sanadas no memorável dia 11 -, aproveito apenas as sensações da existência. Por isso, falarei dos prazeres da vida. Começando hoje pelo Bracarense.
Ah, o bom e velho Braca! Templo da alegria! Lá oramos e fazemos nossas devoções e oferendas a Baco. Deliciados pelos quitutes de dona Ju, incluindo o clássico bolinho de bacalhau e o imperdível bobozinho de camarão, os boêmios lá são felizes. O Braca é lindo porque é o único bar realmente boêmio freqüentado por belas moças de biquíni.
Meu novo objetivo maior de vida é ser chamado pelo nome pelos garçons do Braca. Até o último carnaval era participar do bloco que por lá aparece.
Explico. Nas minhas muitas andanças pelo Braca percebi um simpático velhinho que por lá estava todos os dias. Levava seu próprio banquinho de plástico, para não arriscar ficar de pé e pulava de mesa em mesa, com um copo de uísque. A cada mesa, uma nova dose. Em todas era bem recebido e assim também foi na minha.
Conheci Seu Osvaldo já no sexto chopp, meu, e quinto uísque, dele. Estava vestido com uma bela camiseta do “bloco da terceira idade”. O carnaval se aproximava e logo perguntei do que se tratava esse curioso bloco. “É um bloco carnavalesco como todos os outros, só que não tem bateria, não tem enredo e a gente não sai daqui. A gente senta e bebe”. Fantástico. O melhor bloco de todos. O bloco do Braca! Imediatamente perguntei se eu poderia adquirir uma camiseta daquelas e participar do bloco, mesmo tendo saído da primeira idade apenas há pouco. “Claro, meu filho, terceira idade é um estado de espírito!”.
Tendo dito, até!
Tags: bracarense, carnaval, chopp, terceira idade, uísque








