Camaradas,
O que nos empolga senão o mundo? O mundo são os outros. De repente, sair do eixo ajuda. É preciso sair pra ver. É preciso olhar de longe. Mesmo que seja da janela.
Por volta da meia-noite, quando todos os gatos são negros, as sensações sublimes se revelam.
Fora do eixo pressupõe ter estado com ele alinhado algum dia ou, mais precisamente, supõe a existência do tal eixo. No longo trajeto de sabedoria trilhado por nós, sábios, aprendemos que talvez o eixo nunca tenha existido. É apenas a metáfora para que possamos nos sentir desalinhados. Ah, essa sim é uma sensação sublime!
Às vezes as coisas acontecem e a gente nem sabe direito de onde vieram nem pra onde vão. É o que nos tira fora do eixo. É o que empolga. É bonito. É a vida.
Há tanta beleza por aí. Agradeço uma sábia amiga por me alertar da existência dessa gravação. E por estar fora do eixo.
Tendo dito, até!





