
Camaradas,
Falemos de – que nome! – Honey Rider. O que é aquilo? Meus senhores, o início dos anos 1960 eram muito sensuais. Ursula Andress saindo do mar, com o corpo coberto apenas por um biquíni branco é uma cena antológica. Algum dia ainda escrevei aqui sobre as mulheres de um tempo antes das plásticas e do photoshop, quando elas eram diferentes e cada uma tinha seus próprios encantos, mas isso deixo pra depois.
Pois bem, nesses tempos felizes, James podia dar-se o luxo de conhecer três diferentes mulheres no mesmo filme, e as conquistava com uma canalhice explícita que os chatos anos 80 e 90 fizeram questão de enterrar. Ah, ele usa chapéu. E fuma! Além de conseguir tudo que a gente quer, ele pode fazer tudo que hoje é proibido!
James é aqui interpretado pelo maior de todos – quase dois metros de altura – Sean Connery. Ele mudou uma geração. Os japoneses começaram a fazer implante de pêlos no peito para se parecerem mais másculos! Quem diria que hoje em dia 007 é totalmente raspado...
Connery, entre todos os atores que assumiram a responsabilidade de dar vida ao sonho masculino, é o mais canalha. Representa um tempo que os homens ainda tinham o poder, antes da pílula anticoncepcional e da aids. Um Bogart não deprimido, ágil e alto. Eu adoro ter nostalgia de um tempo que não vivi.
Falemos daquela época. Em tempos de crise dos mísseis e corrida espacial, o inimigo é um doido, da SPECTRE, que usa rochas radioativas para montar seus foguetes particulares e ferrar com o programa espacial dos EUA. 
Vale lembrar que nesse tempo os americanos estavam desesperados porque o livre mercado não estava sendo tão eficiente quanto o dirigismo soviético para lançar satélites e colocar cães, macacos e até humanos no espaço. Os gringos tiveram que criar uma agência estatal para resolver a questão, já que a Pan Am (saudosa) não estava dando conta do recado. Resultado: depois de perder todas as etapas da corrida, conseguiram colocar um americano pisando na lua antes dos comunistas comedores-de-criancinha, levado por uma lata de sardinhas cujo computador era mais fraco que uma HP 12c.
Bem, por causa desse filme eu experimentei meu primeiro vodka-martini, batido não mexido. Duas bebidas que eu detesto, mas que juntas têm o sabor canastrão de um tempo mais fácil de se entender.
Tendo dito, até!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Começando pelo começo: Dr. No (1962)
Bond, James Bond
Camaradas,
Todo sábio adora James Bond. Jimmy, o elegante agente secreto britânico é tudo o que queremos ser: bonitos, inteligentes, elegantes, responsáveis pela paz e segurança na terra, conhecedores de história, vinhos, arte, pilotos exímios de qualquer coisa que se mova e, principalmente, irresistíveis sedutores. O melhor é que Bond consegue ser tudo isso com uma facilidade espantosa que lhe permite até certo desdém.
São mais de 120 milhões de páginas na Internet com referência a 007, segundo o novo Deus Google, além das páginas impressas e imagens. Tem muita coisa mesmo, de forma que não precisamos fazer grandes apresentações. O foco que se dará aqui é comentar os filmes de James Bond com a sabedoria que nos é peculiar. Em especial, lembrar que já se foram quase cinqüenta anos desde o primeiro filme e que assisti-los, até hoje, é um deleite não só pelo nosso personagem idolatrado mas também porque um filme de 007 pode ser entendido como uma aula de história: seus costumes, preocupações e inimigos são fruto de sua época e, com o mundo, James mudou com o passar do tempo.
Inspirado pelo lançamento do novo epsódio “quantum of solace” no final desse ano, pretendo rever todos os filmes, na seqüência em que foram lançados, devidamente acompanhado por um bom charuto e alguns goles de bom uísque – afinal Sean Connery é escocês. Mais que isso, inundarei esse portal de sabedoria com meus comentários.
Tags: 007, James Bond
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Eleições nos EUA – Parte III
Camaradas,
Quando a campanha de Obama começou a ameaçar a consagração de Hillary, os sábios desse portal identificaram o sucesso do senador atrelado a seu principal cabo eleitoral: a deliciosa Obama Girl (Clique aqui para ver o vídeo).
Acontece que o carrancudo, esperto e safado McCain conseguiu driblar o novo queridinho da América. Eu realmente acho Sarah Palin sexy. Uma mulher jovem, mas com a maturidade e determinação pós-balzaquiana. E é ex-miss Alaska!
Agora sim, a corrida presidencial está divertida!
Tendo dito, até!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
A Primavera é a estação das flores

Camaradas,
A vida agora é marcada pela secura de São Paulo e das manhãs pós-uisque. É uma escolha. E como todas as escolhas, marcada por incerteza e muito risco. Mas São Paulo guarda uma grande quantidade de carinhos especiais para aqueles que a amam. Hoje estou aproveitando a vida suburbana, quase bucólica, que alguns bairros permitem. Sol, árvores, pássaros. Sim, está quente. E com irrigação artificial, as plantas já anunciaram a primavera nesses dias de aquecimento global. Flores por todos os lados. Amoras! Sim, as amoras são a marca da primavera e já estão por aqui. Hoje degustei a primeira amora do ano, escura e doce. Como o amor.
Tendo dito, até.
sábado, 16 de agosto de 2008
Espírito Olímpico
Camaradas,
Preciso admitir que o espírito olímpico também é um excelente paliativo para a chatice do mundo. Estou tão entusiasmado com as olimpíadas que tenho treinado fortemente. Minha categoria é a maratoma, uma prova que exige muito condicionamento e resistência.
Sábado, 2: Bracarense (a tocha olímpica é sempre acesa em Olímpia). Domingo, 3: Nova Capela e Mestiço. Segunda, 4: Sujinho e Real Chopp. Terça, 5: Tasca do Edgar. Quarta, 6: Garota da Urca. Quinta, 7: treino doméstico. Sexta, 8: Treino em Niterói. Sábado, 9: Devassa. Domingo, 10: Semente. Segunda, 11 (a grande estrela): Petisco da Vila, Renascença e Belmonte. Terça, 12: Academia da Cachaça, Bracarense e Jobi. Quarta, 13: Bracarense. Quinta, 14: treino em Copacabana e Democráticos. Sexta, 15: treino em Laranjeiras. Sábado, 16 (hoje!): ...
Tendo dito, até.
Tags: Bar, bracarense, chatice, maratoma, olimpíadas
Mundo mais chato

Camaradas,
O mundo definitivamente é um lugar chato. Chato de chatices (por favor não confundam com a velha discussão entre o planeta ser plano ou esférico). O mundo é um lugar cheio de chatices, desde as pequenas coisas do cotidiano até as grandes desgraças humanas. Felizmente, existe uma grande quantidade de paliativos muito interessantes que, por muitas vezes, nos fazem esquecer, ignorar ou relevar as chatices. Bar e sexo, meus favoritos, são os paliativos que primeiro me vêm à cabeça. Mas existem tantos outros.
A música é um bom exemplo também. E hoje o mundo ficou mais chato. Perdemos Dorival. Uma perda irreparável. Sua vida e obra são fontes inesgotáveis de inspiração. Como outros grandes homens, Dorival viverá sempre entre nós como uma grande mão protetora. Salve.
Imortal para todos nós, seu corpo era preso ao tempo humano. É natural. O que entristece é que o tempo humano também muda conceitos universais. Estou realmente chateado porque descobri hoje, logo hoje, que não se vende mais a minha torta favorita, temperada com sementes de papoula.
O mundo está ficando cada vez mais careta, e de longa data aviso sobre isso. A divisão anti-doping e anti-narcórticos impede que a preciosa especiaria seja comercializada. Agora, todas as delícias que levavam papoulas utilizam gergelim preto. Um substituto bastante inferior. Esses caretas estão acabando com nossos prazeres paliativos. O mundo está ficando cada vez mais chato. Que a memória de Dorival nos ilumine!
Tendo dito, até.





