quarta-feira, 11 de março de 2009

São Paulo: a locomotiva

Caros sábios,

No meio deste carnaval, em um dos blocos em Santa Teresa, fui impressionado com uma cena. Sim, no meio da massa saltava um grito dissonante. Era um grupo de cinco ou seis paulistas que, animados, cantavam grandes temas como:
- Trinta..e Dooois! Café! Trinta e Dois, Café!
- Cons-ti-tu-cionalistaaaaaaaaaa é!
e claro, não poderia faltar:
- Ei, Vagas, vai tomar no **....

Prontamente, me emocionei. Sim, porque o carnaval, esta festa inventada em São Paulo, soube reconhecer o papel do majestoso Estado do café como a grande locomotiva do país. Não à toa a única industrialização verdadeira e espontânea brotou no solo vermelho do grandioso Estado. É lá que o Mercado (e o padrão ouro) funciona, as lojas e serviços funcionam 24 horas por dia, o antendimento é sorridente e prestativo. Sim, como teria sido um país melhor não fosse o golpe e a ditadura.

Em homenagem ao grande Estado do café, segue uma fotografia de sua capital, símbolo de um Brasil de progresso:

terça-feira, 10 de março de 2009

Vaticano e cuecas sujas

Sábios e sábias,

Depois de décadas de estudos, livros de Simone de Beauvoir, debates, soutiens queimados e luta, o vaticano publicou o que é o estado da arte do pensamento feminista. O jornal do país de Jesus Cristo publicou neste domingo, em homenagem ao dia mundial das mulheres, uma reportagem com o título: "A máquina de lavar e a emancipação da mulher: coloque o sabão, feche a tampa e relaxe".

É sem medo que a jornalista, autora do texto, escreve para o mundo: "No século XX, o que teve mais influência na emancipação das mulheres ocidentais?"..."O debate segue aberto. Alguns dizem que foi a pílula, outros, a liberalização do aborto, ou mesmo trabalhar fora de casa. No entanto, outros vão mais longe: a máquina de lavar roupa"

Para mostrar a força do texto, chega-se a poderosa conclusão: "mística sublime de poder trocar os lençóis duas vezes por semana ao invés de uma". É claro que não podia faltar a perspectiva histórica para encerrar o argumento: "A princípio, as máquinas eram muito volumosas. Rapidamente, no entanto, a tecnologia criou modelos mais estáveis, leves e eficazes, criando a imagem da superdona-de-casa, sorridente, maquiada e radiante entre os eletrodomésticos de sua casa"

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ode à Felicidade



Camaradas,

É com grande satisfação que repasso a notícia que vi no Globo, jornalzinho local do balneário decadente: Chico e Alaíde estão de volta, com chope e bobozinhos (além de outros quitutes).

Estou tão feliz que não tenho palavras. Infelizmente vou demorar uns dias pra conferir pessoalmente, mas fica aqui a direção: “Chico e Alaíde”, Av.a Bartolomeu Mitre com a Rua Dias Ferreira. Tel 21 2512-0028.

Tendo dito, até!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A poupança é um resíduo

Camaradas,

Desde Keyes e Kalecki e o desenvolvimento do Princípio da Demanda Efetiva sabe-se, e os sábios sabem mais ainda, que a poupança não tem nenhum significado. Trata-se de um resíduo contábil. Uma identidade ao investimento. Esse sim, decidido pelas pessoas, num ato de escolha.

Logo, a poupança nao merece nenhum tratamento especial. A menos que estejamos falando da poupança em sentido amplo. Em especial nesses dias de carnaval, quando a poupança entra em especial evidência. O Banco da Praça é o melhor lugar pra se aplicar a poupança.



O órgão pensante do ser humano é o traseiro: adequa-se conforme a cadeira onde está sentado. Foi com essas sábias palavras que um sábio ancião me ensinou o sentido da vida.

Agora cabe aos leitores extrair dessa lição a diferença entre sentar-se numa cadeira decente e elegante ou num sofá, confortável e aconchegante. A revolução só pode acontecer com o espírito do desconforto, da indagação e da transformação!

tendo dito, até!

ps: registro o falecimento do saudoso deputado Sergio Naya.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Poupança

Sim, o título nos remete a muitos pensamentos em tempos de crise econômica. Mas o tema deste post é a poupança que carregamos conosco todos os dias desde o nosso nascimento. A menos que a pessoa seja um desbundado.

Todo sábio possui em casa algum assento distinto além da cama, seja para ver televisão, fazer o desjejum e mesmo para refletir. Como um bom sábio, eu sempre tomei muito cuidado em onde aplicar minha poupança quando estivesse em casa. Por isso, sempre prestei muita atenção nesses móveis que humildemente se colocam abaixo de nós.

Pois não é que um choque anti-dogmático me abateu. Para mim era claro que poltronas e sofás acolchoados, fofinhos e espaçosos eram os melhores amigos para filmes, leituras, etc. Foi então que um sábio destas paragens me alertou para outro tipo de assento. Ele defendeu a utilização de cadeiras, digamos, mais sóbrias. Isto é, cadeiras de balanço, de madeira e até mesmo aquela cadeirinha que os diretores de cinema usam. Segundo tão nobre sábio, essas cadeiras eram as suas preferidas.

A confusão na minha cabeça ainda é grande. Depois de décadas de tardes de sábado estirado no sofá, como conceber que pessoas eram felizes em tais cadeiras? Algumas rápidas conclusões já pude tirar de toda essa história. Claramente, tais cadeiras são mais charmosas e demonstram um atitude retrô do seu dono, que está à la mode no momento. Talvez elas deixem seus usuários mais atentos ao que acontece ao redor, como por exemplo num livro, ao invés de perderem-se na sonolência de uma poltrona.

De toda forma, não consigo ainda conceber como substituir o repouso do sofá por cadeiras duras. Ainda há muito o que se descobrir...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mais sobre o Carnaval no Rio

caros Sábios,

O Rio, como se sabe, enche de gringos e gringas neste período do ano. Ontem mesmo havia uma excursão na rua, todos da terceira idade, de boné. Mas será que eles sabem onde ir ou são simplesmente enganados pelas agências de turismo?

Às vezes é necessário um guia competente para mostrá-los do que é feito o carnaval no Rio.

Sem mais delongas, deixo-os com Arnold Alois Schwarzenegger, em sua passagem inesquecível pelo país do carnaval.