domingo, 23 de agosto de 2009

Beleza e tristeza



Camaradas,

Me deleito cheretando as pérolas guardadas no youtube. E algumas são realmente valiosas! Como essa triste e bela cena de New Orleans:



Tendo dito, até!

Noite Musical

Camaradas,

Há momentos que a gente se expressa mal. Felizmente as artes sempre nos ajudaram com essa ingrata tarefa.

Vai aí uma música delciosa, tradicional, gravada e regravada por muita gente. Mas poucas versões têm a carga emocional que Jo (ou talvez Cinderella?) conseguiu atingir. E isso porque ela era uma grande comediante!

Ei-la:


Ah... tendo ouvido, até!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Rach

Camaradas,

Uma das músicas mais belas, com um dos apelidos mais belos, tocada por uma das pianistas mais competentes.

Eis, Rach. Na versão 3.



tendo dito, e ouvido, até!

Canetas

Camaradas.

De quando em quando falamos por aqui de amor. E os sábios, como todos os humanos, não conseguem racionalizar o amor para coloca-lo em prosa. Mas também podemos falar do amor em sua versão um pouco mais física, sua vertente mais carnal, o sexo. Este, sem dúvida, é mais descompromissado, mais livre, mais libidinoso.

Mas pra falar disso, antes da novela, precisamos de uma versão mais poética. Mais escolar. Para comemorar a volta às aulas depois da gripe dos porquinhos.



Tendo dito, amado, sonhado, amado de novo, até!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Die Another Day (2002)



Comunistas. Lasers. Aston Martin (invisível!). Diamantes. Espadas. Tortura. Palácio no gelo. Traição. Satélite destruidor. Cuba. Madonna. Ah, que grande final para a série de filmes protagonizados por Pierce Brosnan! Eu adoro esse. É tudo excessivo.


quem manda aqui é a turma da rua de cima!



Digo mais: é um dos melhores da série. Todos os elementos, mesmo excessivos, são bastante coerentes – no universo James Bond, registre-se – e a quantidade de brinquedinhos tecnológicos é estafante. Além disso, a temática da guerra fria está de volta, graças à Coréia do Norte e seus malucos.



O vilão é um coronel norte-coreano que, numa clínica em Cuba, se metamorfoseou com tratamento genético num bonitão inglês. Ficou rico legitimando diamantes contrabandeados da áfrica através de uma mina falsa na Islândia. Com o dinheiro, construiu um satélite que condensa a luz solar e pode destruir qualquer coisa no planeta. Com isso, pretende finalmente invadir a Coréia do sul. Ufa. Plano fácil.


"eu o desafio para um duelo!"

Trata-se de um vilão interessante, bem ao estilo de Scaramanga ou talvez Sanchez, no sentido de serem playboys sofisticados e habilidosos comparando-se ao próprio Jimmy. É ajudado por alguns capangas, sendo o mais divertido o tal de Zao, que tem uma acne cara. Além disso, a sua assistente é uma agente dupla do MI6, deliciosamente gelada. Quase uma cerveja. Campeã de esgrima na olimpíada de Sidnei. Pra fechar a caracterização, a instrutora é a Madonna (!).


Diamonds are the girl's best friend

Só James é capaz de salvar o mundo de uma ameaça complexa como essa, e deixar pra morrer em outro dia. Ele conta com a ajuda da adorável Jinx, agente americana, que protagonizou uma saída do mar digna de Ursula Andress e o diálogo mais raso que James já teve com uma mulher antes de levá-la pra cama. É uma fonte de inspiração.


"magnificent view!"


E a ação? James surva, salta de para quedas, sai voando de helicóptero de dentro de um avião em chamas, dirige um hovercraft... e tem um carro invisível! Cheio de brinquedinhos!

O cinema é isso. James Bond é isso. Ação. Imaginação. Com um toque leve de referências ao mundo real...

The World is Not Enough (1999)



Camaradas,

Com tempo sobrando, retomo a empreitada há muito deixada em posição de espera para comentar este que é um dos filmes que menos gosto de toda a série. Jimmy está sério demais. Talvez essa tarefa de salvar o mundo lhe seja muito estafante.



Pra começar, não gosto dos vilões. O mais mau de todos é um terrorista apaixonado que faz as coisas por amor. Se mata por amor – e destruirá a ordem mundial por amor. Tudo para deixar sua amada mais rica e poderosa.


Você é mau. E eu sou do bem. Mas temos uma amiga em comum.


Modalidades heterodoxas de amor

A vilã é uma delícia. Muito má. Suas motivações não são muito convincentes, mas a deixam intensamente sexy. É uma patricinha que quer dominar o mundo e, como boa patricinha, joga seu charme para convencer seus namorados (Bond e o Vilão) a brigarem entre si. Uma luta de machos alfa em busca de sexo que implica também na destruição ou não do mundo. E talvez o mundo não seja o bastante.


"Oi, eu quero dominar o mundo. Me ajuda?"

Há outros elementos interessantes no filme. A presença de Valentin Zukovsky, o ex-expião fanfarrão soviético, é sempre hilária e providencial. Dessa vez ele gerencia uma empresa de caviar e um cassino. Muito justo.


Quer dar uma volta?


Destaque para a despedida de Q, que já velhinho dá as últimas lições ao nosso herói e anuncia seu substituto, o engraçado John Cleese do Monty Python. Logo depois das filmagens, Desmond Llewelyn teve um trágico acidente de carro. Saúde!

São as mulheres as responsáveis pela queda de um homem. No caso, uma graça de moça (Maria Grazia Cucinotta) se explode no balão e faz James quebrar duas ou três costelas. Então, nosso adorável sedutor tem a chance de subornar uma fisioterapeuta atenciosa, com a carne bastante aquecida, srta. Molly Warmflash, que o liberara para o serviço mesmo com dores nas costas.

A melhor personagem, por fim, é de longe a engenheira-física-nuclear-gostosa-independente-e-ao-mesmo-tempo-frágil-e-carente interpretada por Denise Richards, nossa grande musa de adolescência (ah, que garota selvagem!). É praticamente um presente de natal.


"Você me explicaria o princípio da combustão expontânea?"

Felizmente, James Bond consegue salvar o mundo, mais uma vez, e nos divertir com cenas impressionantes. As melhores são a corrida de lanchas no tamisa e a cena dentro do oleoduto. Felizmente, com esse filme acaba a década de 1990, os tempos mais caretas da humanidade.

Tendo dito, até!


que bom que o mundo não acabou!